A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 21/02/2023
O ECA - Estatuto da criança e do adolesncente - proíbe o desempenho de qualquer atividade laboral por menores de 16 anos. Porém , tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática no Brasil, quando observa-se o amadurecimento precoce dos jovens. Tendo isso em vista, pode-se destacar o Estado e a família como impulsionadores desse amadurecimento acelerado.
Em primeira análise, cabe-se apontar a negligência governamental como avultador da situação problema. Segundo John Locke, filósofo inglês, essa conjuntura configura-se como uma quebra do contrato social, uma vez que as políticas públicas não atendem esse direito social. Tendo isso em vista, na contemporaneidade as crianças são sobrecarregadas com tarefas excessivas que acabam ocupando todo o seu tempo, consequentemente, não sobrando espaço em suas vidas para as atividades costumeiras da infância, o que infelizmente acontece no país.
Destarte, vale mencionar a família como ator colaborante para esse imbróglio. A “Atitude Blasé” , termo proposto pelo filósofo alemão Georg Simmel, é quando a sociedade passa a agir de forma indiferente diante a algumas situações às quais deveria dar mais atenção. Desta forma, muitos jovens são submetidos a trabalhos braçais muito cedo, muitas vezes para suprirem necessidades familiares, o que gera graves problemas ao desenvolvimento físico e psicológico desse segmento da população.
Depreende-se,portanto, a necessidade de combater esses problemas. Dessa forma, as entidades sociais - como a escola, a família e o Estado - devem estimular a participação escolar dos jovens. Tais medidas podem ser tomadas através do uso das redes socias e canais de televisão abertos que terão por finalidade reduzir grande parte do trabalho infantil exercido por eles , diminuindo desta forma, esse índice de trabalho irregular na federação. Com essas medidas, espera-se que os termos do ECA - Estatuto da criança e do adolescente - sejam satisfeitos.