A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 20/03/2023

Segundo Simone de Beauvoir, filósofa francesa, o mais escandaloso dos escândalos, é que nos habituamos as eles. Nesse sentido, a normalização do amadurecimento precoce é um problema recorrente na sociedade brasileira, e precisa ser combatido com seriedade e urgência, pois não há sinal de melhora. Logo, é de grande valia salientar a ineficiência governamental e a falta de conscientização da nação, mediante sua gravidade.

Mormente, vale ressaltar o papel do Estado, no que diz respeito a inserção do indivíduo na sociedade, desde o seu nascimento. Diante disso, vale-se do pensamento de Aristóteles, filósofo grego, ao dizer que a política deve ser articulada pelos homens, a fim de alcançar o equilíbrio social. Todavia, vê-se que as políticas públicas não estão sendo eficazes, já que, o amadurecimento precoce se mostra um problema crescente.

Insta pontuar, a falta de conscientização da população, que até então não tem tratado esse problema com devido cuidado. Pesquisas realizadas no Brasil mostram que no início do século passado, a faixa etária média da primeira menstruação nas meninas variava entre 14 e 15 anos, mas hoje a menstruação chega prematuramente, entre 10 e 11 anos. Destarte, isso mostra que esse problema vem evoluindo de forma gradativa, e que até então, não apresenta melhoras evidentes.

Infere-se, portanto, que a normalização do amadurecimento precoce é um problema que deve ser tratado com circunspeção e premência. Dessa forma, é imprescindível que o Estado em parceria com programas midiáticos, pontue campanhas através de propagandas no horário nobre, com o objetivo de conscientizar a nação acerca da gravidade desse problema e como ele vai afetar a sociedade como um todo. Por conseguinte, espera-se que a afirmação de Simone Beauvoir deixe de ser uma realidade na sociedade brasileira, em relação a normalização do amadurecimento precoce.