A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 23/06/2023
A obra cinematográfica “Sonhos Roubados” retrata a narrativa conturbada de três pré-adolescentes, que são introduzidas precocemente à realidade adulta. Para além da ficção, observam-se aspectos semelhantes no que tange à questão da normalização do amadurecimento precoce. Com isso, é notório a concretização de um cenário desafiador, uma vez que a exposição prematura à mídia e o trabalho infantil configuram as maiores problemáticas desse panorama.
A princípio, sobre esse assunto, vale ressaltar a importância da supervisão dos pais sobre o conteúdo que seus filhos consomem, visto que, no mundo virtual, as crianças estão expostas a qualquer tipo de material. Sob essa óptica, o filósofo Marshall Mcluhan alega que o meio é a mensagem, ou seja, os meios de comunicação tem influência na sociedade. Ademais, vale ressaltar a falta de dabates como um obstáculo para o controle do material que seus filhos diariamente consomem, tendo em vista que, muitos pais não sabem os malefícios causados pela exposição antecipada à mídia na infância.
Além disso, cabe ressaltar a importância de um Estado ativo na resolução de questões sociais. Por conseguinte, o trabalho infantil é uma das raízes do imbróglio, juntamente com a negligência governamental. De acordo com o pensador Friedrich Hegel, o Estado é responsável por proteger suas crianças, entretanto tal teoria não tem sido vista em metodologias práticas, uma vez que é notório a falta de vigilância estatal, logo, aumentando a exploração do trabalho infantil.
Portanto, urge que medidas estratégicas sejam tomadas para reverter esse cenário. Como solução, é preciso que o Estado, no papel do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério das Comunicações, promovam uma série de ações com a finalidade de alertar as famílias sobre os malefícios do amadurecimento precoce. Essa ação deverá ser realiza por meio da distribuição de profissionais para a fiscalização da exploração do trabalho de menores, consoante a isso, deve ocorrer a promoção de campanhas publicitárias sobre a importância do supervisionamento dos conteúdos consumidos por seus filhos. Assim, o Brasil poderá preservar a infância de suas crianças.