A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 30/10/2023

“Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”, essa citação de Simone de Beauvoir demonstra o alto grau de responsabilidade que todos têm em sociedade. Porém, isso não ocorre no cenário brasileiro atual a medida que inúmeras crianças vem sendo vítimas do amadurecimento precoce de uma forma normalizada. Dessa forma, configura-se um problema de graves proporções no qual o silenciamento e a desigualdade social devem ser proferidos.

A princípio, no que conserne a falta de debate tem-se um relevante fator contribuinte na questão. Jurgen Habermas cunhou o conceito de “Teoria da Ação Comunicativa” no qual defende que a linguagem e o diálogo são as principais formas de agir perante um problema e chegar a um consenso. A luz dessa lógica, para que o amadurecimento precoce seja resolvido é necessário debater frente ao tema.

Seguindo essa premissa, a desigualdade social também exerce o papel de grande influência sobre a problemática. Para George Orwell, " Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais que os outros". Nessa perspectiva, em analogia a distribuição de renda temos uma grande desigualdade que acarreta em condições precárias. Tais condições levam crianças a trabalhar cedo e sofrer malefícios por causa do amadurecimento precoce.

Portanto, medidas tornam-se cabíveis. Desse modo, o Governo Federal, responsável por todo o problema social em uma sociedade democrática, deve por meio de mídias de grande acesso divulgar informações analisando os malefícios do amadurecimento precoce, a fim de tornar a população mais consciente sobre o assunto para agir melhor frente a isso. Outras medidas devem ser providenciadas, mas como disse Oscar Wilde " O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação".