A nova corrida espacial e seus impactos sociais

Enviada em 15/03/2023

No filme “Wall-e” é retratado o poder destrutivo do homem através de uma distopia, na qual, após total aniquilação de vida na Terra, os seres humanos passam a colonizar o espaço. Hodiernamente, cria-se um paralelo, ao passo que as grandes potências globais avançam com a corrida espacial, que infringi a sociedade. Nesse viés, faz-se necessário discussões acerca das atuais disputas geopolíticas e da limitação da natureza.

Primeiramente, destaca-se o início da corrida espacial no período de Guerra-Fria. Nesse interim, toma-se que essa competição agravou o conflito entre as duas grandes potências da época, à medida que os Estados Unidos ganharam da União Soviética. Analogamente, infere-se que a nova disputa intensifica o atual contexto geopolítico permeado pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que divide o palco internacional. Destarte, nota-se que a conjuntura momentânea manipula, de forma negativa, os desenvolvimentos tecnológicos.

Outrossim, observa-se, de acordo com pensadores da Escola de Frankfurt, a capacidade avassaladora do capitalismo, que é o princiapal responsável pela estagnação política, crítica e revolucionária. Nesse prisma, analisa-se que a continuidade da disputa tecnológica espacial, inserida no meio capitalista, busca a maximização de lucros sem se importar com a pegada ecológica. Ato esse percebido pela necessidade de criações de tratados internacionais. Exemplo disso é Protocolo de Quioto, que visava reduzir as emissões de gás carbônico em 1997, mas que foi substituido pela COP 21, em 2015, pela sua ineficácia. Dessa forma, conclui-se que o avanço espacial, feita na realidade atual, sem planejamentos, degrada o meio ambiente terrestre e intergaláctico.

Por fim, em vista dos fatos supracitados, medidas devem ser tomadas para que o desbravamento do espaço não danifique o próprio e nem a Terra. Logo, cabem aos governos, por meio de planos fiscais, garantir a ratificação de um protocolo eficaz e eficiente. Esse acordo se basearia em um plano de colonização, em que seriam estabelecidos metas e limites de capacidade de desenvolvimentos tecnologicos equitativos por país. Assim, tais medidas contribuiriam à manter uma pegada ecológica positiva e evitar conflitos entre as grandes potências.