A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/10/2019
O uso da política se faz indispensável para o homem desde os primórdios da civilização, como defende o filósofo grego Aristóteles ao dizer “o homem é um animal político”. Além disso, o indivíduo não existe sem política e, para muitos, a política não existe sem corrupção, como afirma o escritor George Orwell “[…] A própria política é uma massa de mentiras, evasões,insensatez, ódio e esquizofrenia”. Diante disso, a geração Z, amplamente conectada pelo meio virtual, opta por revogar a importância da política e compartilha através das redes sociais sua insatisfação.
Além do mais, o debate político, importante fator para estimular a opinião crítica dos jovens, tornou-se inviável, o partidarismo reprime a imparcialidade. Para mais, a política contemporânea caracterize-se por uma divisão ainda mais aguda, se estabelece entre “direita”, com opiniões mais conservadoras, e “esquerda”, com opiniões mais liberais. Ademais, esse fato exemplifica-se ao analisar-se o cenário político das eleições presidenciais de dois mil e dezoito, os candidatos do segundos turno representavam ideologias distintas, provocando o empate, sobretudo de jovens e adultos, na internet.
Por outro lado, os jovens deste século encontram outras maneiras de propagar suas opiniões, o termo “militância” passa a designar as atitudes dos internautas que diariamente publicam na internet sobre assuntos como: racismo, questões ambientais, feminismo e política. Para mais, é uma geração distinta de jovens, se comparados com os “caras pintadas” que promoveram o primeiro impeachment presidencial do país, suas insatisfações alcançam outro patamar. Apesar disso, são poucos os que se sentem encorajados a debater e compartilhar informações acerca do assunto.
Destarte, urge que o Estado, por intermédio do Ministério da Educação, em parceria com as instituições públicas e privadas ofereçam ao jovem no ambiente escolar oportunidades para debater, compartilhar e discutir ideias, livre do partidarismo e das opiniões pré-moldadas. Dessa forma, a escola colaborará para a construção do ponto de vista crítico dos adolescentes. Logo, como afirma o escritor brasileiro Mário Cortella; “se a educação não for provocativa,não constrói, não se cria, não se inventa, só se repete”.