A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 07/09/2019
“Guerra improvável, paz impossível”, Raymond Aaron disse e resumiu a Guerra Fria. Porém, em um contexto sócio-histórico em que os jovens brasileiros protestaram por direitos políticos no passado e procuram distanciamento, é evidente que o sociólogo também resumiu a divergência entre o passado e o presente da participação política dos jovens no Brasil. Isso, no entanto, levanta o seguinte questionamento: como o Brasil, um país que vive uma democracia, pode ter vivido o enfraquecimento da participação política do jovem?
Com base em pesquisas da Fundação Getúlio Vargas, mais da metade dos jovens do país estão decepcionados com que mostrou-se ser a velha política, que manipula e performa o retrato de uma sociedade conservadora e familiar baseada em costumes cristãos e morais que não seguem. Assim, desilusão política cresce cada vez que os mesmos políticos tornam a repetir os erros do passado frequentemente denunciados.
Nessa perspectiva, o jovem brasileiro deixa a luta política no passado, abstendo-se que viver é um ato político. Paralelamente a isso, falta ao jovem representatividade para que um dia volte a considerar a batalhar pelos direitos que um dia enfrentou o Estado.
Dessa forma, o paz só será possível quando for deixada a herança situacionista no passado. É preciso, portanto, que o Estado mostre-se capaz de fornecer um equilíbrio entre os poderes democráticos de forma que os jovens anseiem participar da luta por seus direitos através do apoio e proteção às manifestações legítimas. Ademais, as escolas devem incentivar que os jovens participem e busquem representatividade no poder executivo por meio de aulas e palestras, sendo só assim que conseguiremos que o jovem volte a participar.