A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 23/09/2019

Com a Ditadura Civil-Militar ocorrida em 1964, tendo seu fim em 1985, ficou marcada pela incerteza política e perseguição aos opositores na época. Nesse período, o movimento jovem começou a ter forças e passou a ser a principal forma de resistência ao regime opressor. Decerto, a participação dos jovens na sociedade brasileira só enriqueceu nesse período. Atualmente, é perceptível que esse movimento vem retrocedendo dentro do país. Tal fator decorre não somente pela falha na formação do desenvolvimento crítico dentro nas escolas, mas também, somando negativamente, a forte manipulação e influência de fakes news através das mídias sociais.

Em primeira análise, cabe abordar que, a falha na formação e no desenvolvimento crítico nas escolas é uma problemática muito vivenciada por essa parcela. Segundo a visão política de Aristóteles, o conceito de cidadão diverge de habitante, pois cidadão seria aquele que participa ativamente da execução das leis e habitante, aquele que é somente morador da cidade. Fomentando com a problemática, evidencia-se a formação de somente habitantes e não de cidadãos capazes de buscar, participar, defender e criticar por melhorias para o país em que se vive.

Em segunda análise, vivenciando a era tecnológica, com grandes avanços e fácil acesso a informações, o compartilhamento de falsas e/ou distorcidas informações sobre partidos políticos vem contribuindo para o falso moralismo de cidadães entre 16 e 26 anos. Com esse fator evidente, nota-se a grande influência e a devida importância que se dá  por busca de  dados em sites seguros e até mesmo procurá-las de forma mais direta e esclarecedora. Outrossim, a falta de incetivo da participação dos jovens acabam contribuindo para que caiam em fakes news, pois não possuem encorajamento por parte educacional e nem socialmente. Referenciando ao filósofo Platão, em um de seus pensamentos, aborda que: “O importante não é só viver, mas viver bem”, trazendo para o mundo contemporâneo, presencia-se somente o viver e não o viver bem com o atual cenário.

Infere-se, portanto, que essa pedra seja retirada do caminho dos jovens brasileiros. Nesse aspecto, recai sobre o Estado, juntamente com o Ministério da Educação e Cultura, promover ações que visem apoiar prêmios de estudos, campanhas de seleção de debates e estimulação ao senso crítico dês dos mais novos. Promoverem campanhas do uso correto das mídias sociais de forma eficaz com a linguagem jovem sobre partidos, propostas, abordagens e atualidades políticas para que haja uma amenização no distanciamento das informações do poder político. O objetivo seria, através dessas ações, os jovens possam participar efetivamente politicamente no país. O trabalho teria apoio logístico e financeiro do Governo Federal e técnicos do Estado e Municípios.