A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/09/2019
O movimento dos caras-pintadas foi um movimento estudantil brasileiro que marcou a participação da juventude na política nacional brasileira. Já no século XXI, em 2013, a herança dessa geração da década de noventa surpreendeu o país com inúmeras manifestações por toda extensão do país, iniciada pelo aumento da tarifa da passagem de ônibus e da reprovação de alguns elementos políticos, assim, os protestos mostram a insatisfação dos jovens da nação verde-amarela. Nesse sentido, é imprescindível saber quais são as formas que essa camada da população se dispõem, atualmente, na participação política do país.
Destarte, torna-se evidente o engajamento político e social da juventude pela Internet. Isso acontece pelos meios digitais que atuam como palco de campanhas e discussões nas redes sociais que se propagam para outros meios de comunicação além da própria forma tecnológica da internet. Um exemplo disso é o portal denominado merepresenta.org formulado para o público jovem para facilitar a seleção dos candidatos para eleições, de acordo com a cidade em que em que residem, voluntários buscam informações sobre políticos escolhidas pelos visitantes. Nesse contexto, a contribuição política e social aumenta a possibilidade de encontrar uma representatividade, cujos ideias, são exatamente almejados pelos jovens.
Outrossim, conforme o levantamento realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), houve uma redução do voto facultativo entre os jovens. Diante disso, há justificativas atribuídas para explicar esse fato, todas se voltam para o atual cenário político brasileiro marcado por investigações de corrupção, por exemplo, a Operação Lava Jato e também a instabilidade política devido ao recente impeachment. Isso contribuem para o desinteresse em relação à política e os seus políticos. Dessa forma, os adolescentes se deparam com relevantes conflitos de ideais que se envolve com a responsabilidade de voto que se torna algo evitado enquanto for possível.
Pode-se inferir, mediante ao exposto, é necessário tomar medidas que evidenciem a participação política dos jovens. Para isso, é dever dos partidos por meio dos sindicatos incluir uma vertente de representatividade jovem, através de debates, fomentem a renovação política e a democratização do Legislativo e Executivo para que as propostas dos mais jovens sejam ouvidas e alinhadas. Além disso, o Estado deve, por intermédio de ONGs, promover projetos para atrair os jovens com a finalidade de envolvê-los na defesa de causas e minorias. Assim, os jovens poderão se auto titular com a célebre frade do filósofo Aristóteles: “O homem é um verdadeiro animal político.”