A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/08/2019

Na década de 1990 os jovens saíram às ruas no “Movimento dos caras pintadas”, no qual evidenciava-se a insatisfação com o governo vigente e a busca por melhorias na política do país. Entretanto, na contemporaneidade os jovens encontram-se desacreditados e insatisfeitos com a política atual, porém mantêm-se inertes. Nesse sentido, a participação política dos jovens que, em tese, asseguraria os direitos políticos dos cidadãos encontra-se extremamente comprometida, devido à negligência estatal. Ademais, os escândalos de corrupção, no Brasil, envolve em sua maioria os três poderes: legislativo, executivo e judiciário, por exemplo, o “mensalão e a “lava jato” são os casos mais recentes de corrupção na política brasileira. Com efeito, ratificam a desonestidade dos candidatos eleitos pelo voto popular, paralelamente, corrobora para a inercia dos jovens na participação política, devido à impunidade dos envolvidos. Concomitantemente, à falta de credibilidade dos governantes acarreta a diminuição de votos nas urnas por parte dessa parcela da população. Outrossim, para o sociólogo francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto em que está inserido e não poderá sabe-ló sem ir à escola. Em contrapartida, as instituições educacionais encontram- se defasadas acerca do debate político, contrariando o pensamento do sociólogo supracitado. Prova disso, o projeto “Escola sem partido” arquivado em 2016, tinha como objetivo tornar crime o debate político nas escolas, acusando professores de impor doutrinas sociais e políticas aos jovens. Consoante aos desafios enfrentados na participação política dos jovens, fica evidente a necessidade, da intervenção do Ministério da Educação, na criação de políticas públicas, tais como inserção de aulas sobre ciência política e palestras nas escolas, informando acerca da importância e necessidade da participação dos jovens nas decisões do país. Somente assim, serão atenuadas as implicações que tangem os problemas da falta de participação política no século XXI.