A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/09/2019

Durante a década de 80,surgiu o movimento chamado “Direitas Já”, em que  grande parte dos jovens brasileiros - conhecidos como"caras pintadas"- saíram as ruas a fim de, lutar pelo direito de participar ativamente da política no país através do voto.Nesse sentido, percebe-se historicamente que os jovens brasileiros tendem a ser participantes ativos nos cenários políticos,contudo, no contexto hodierno brasileiro,a participação na política tornou-se escassa devido a fatores como o descrédito em relações aos políticos e à intensificação da desvalorização da cidadania são os principais causadores dessa apatia.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a descrença de representatividade por meio dos partidos políticos agrava a diminuição  da participação politica juvenil.Dessa forma,percebe-se que esse cenário gera um círculo vicioso,o qual segundo o  filosofo francês Francis Wolf caracteriza-se como apolitismo,ou seja,é a recusa dos cidadãos de maneira implícita ou explicita,em participar da vida da comunidade política e das escolhas que ela faz.Um exemplo disso, é a diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam,segundo dados Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Outra questão relevante é a falta de acesso a uma educação de qualidade que valorize os conceitos ligados à cidadania e participação social. Na Grécia Antiga , visto a importância da política para a construção de um Estado, existia a escola peripatética que, influenciada pelo filósofo Aristóteles, estudava-se política como um saber prático e fundamental . Assim, em um Estado Democrático de Direito, o jovem deve compreender seu protagonismo no que se refere a conquistar o bem comum.

Logo,cabe ao  Ministério da educação e cultura criar projetos que levem a familiarização prematura no que tange assuntos políticos.Isso deve ser feito por meio da introdução de disciplinas  como  filosofia e sociologia  no ensino primário.Dessa maneira,será possível  a formação de geração mais crítica e participativa no que se refere a política.