A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/08/2019

Em 2016, estudantes brasileiros organizaram um movimento de protestos que ficou conhecido como “primavera secundarista”. O mesmo consistiu em ocupações à algumas escolas públicas para expressar seu descontentamento com duas medidas, a reforma do ensino médio e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, propostas durante o mandato do ex-presidente Michel Temer. A partir dessa iniciativa, as reivindicações feitas ganharam visibilidade e contribuíram para resultados satisfatórios que perduram até os dias atuais. Apesar de ser um país que já foi cenário de outras manifestações populares, nota-se que o interesse da juventude no que tange à política fica cada vez menor. Assim, cabe a análise acerca de causas, consequências e possível solução da problemática.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar alguns dos fatores que propiciaram tal desinteresse nos jovens. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base no ano de 2018, sendo os adolescentes de 16 a 17 anos aproximadamente 6,5 milhões, apenas pouco mais de 1,4 milhões tiraram o título de eleitor. Esses e outros levantamentos apresentam uma situação justificada pelas crises políticas ou econômicas e pelo fato de muitos desses indivíduos não se identificarem com as ideologias e propostas dos candidatos a determinados cargos de poder.

Por conseguinte, percebe-se que sem uma maior estabilidade e renovação no sistema político nacional, a geração contemporânea não participará ativamente das tomadas de decisões necessárias em uma nação democrática. Logo, os decorrentes deste impasse podem afetar até mesmo o modo como a sociedade do Brasil se organiza, pois a abstenção caracteriza uma ameaça ao desenvolvimento da democracia.

Depreende-se, portanto, que tal insuficiente participação política necessita de atenção. Destarte, o Ministério da Educação (MEC), contando com apoio do Estado, deve criar um projeto que busque acrescentar o ensino político à grade curricular de escolas e universidades públicas, assim como incentivar que as instituições privadas façam o mesmo. Este projeto será implantado por meio de verbas governamentais e as aulas ocorrerão uma vez por semana, podendo essas serem mais dinâmicas e interativas para promover maior disposição aos jovens, formando cidadãos que entendem seus direitos e deveres.