A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 10/09/2019

Desde o Iluminismo e, posteriormente, a Revolução Francesa o caráter participativo acentuou-se de forma expressiva nas sociedades mundiais. No Brasil, essa característica ainda está se desenvolvendo, devido a uma tímida participação dos jovens na política brasileira. Logo, cabe analisar alguns aspectos que corroboram para esse fato, tais como, a falta de representatividade da classe política imersa em corrupção e uma ausência de engajamento maior desses jovens fora das redes sociais.       Primeiramente, o Brasil possui 33 partidos políticos, porém uma parcela dos jovens, não se sentem representados e tão pouco dispostos a uma filiação partidária. Notícias na mídia, bem como em redes sociais, mostram que partidos políticos tem perdido a credibilidade por estarem frequentemente associados a crimes de corrupção, como apurados pelas fases da " Lava Jato" e julgados pela justiça brasileira. Este fato, demonstra a fragilidade política vivenciada e o desgosto ainda maior dos jovens, pela ausência de meios alternativos de se fazerem representar.

Ademais, em uma sociedade cada vez mais tecnológica e participativa devido as redes sociais, os jovens se utilizam dessas ferramentas para criticar, sugerir e cobrar resultados. Tal qual, afirma o sociólogo Émile Durkeim, a sociedade é como um corpo biológico, ou seja, pode ser mais efetiva e ter seus anseios atendidos ao atuar de forma coordenada. Tem-se como exemplo, a Primavera Árabe que foi organizada de forma virtual e mobilizou sociedades de vários países contra governos abusivos.

Portanto, é mister que o Estado providencie soluções para o quadro atual. Urge que o Congresso Nacional, apoie a reforma politica, por meio de projetos de lei para candidaturas apartidárias, propiciando assim representatividade dos jovens e independência nas decisões. Cabe ainda ao Ministério da Educação inserir desde o ensino fundamental, as noções de política no contexto social, alterando a grade curricular para conscientizar os estudantes. Somente assim, não alheios possam enfim de forma engajada cobrar por uma sociedade melhor e menos corrupta.