A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/09/2019
Um dos marcos das eleições de 2018 foi a maior renovação do Congresso Nacional desde a redemocratização. Isso foi possível devido, em grande parte, a um maior envolvimento dos jovens e expôs algo que está latente na sociedade brasileira, que é a insatisfação com a classe política e a sua falta de representatividade.
Esse descontentamento decorre de vários fatores, dentre os quais temos os constantes casos de corrupção envolvendo agentes públicos, a falta de respostas efetivas às demandas sociais e uma administração governamental patrimonialista (voltada para si mesma). Isso pode desestimular o engajamento político dos jovens.
O segundo ponto é que os brasileiros a cada dia se sentem menos representados pela classe a qual elegeram. Entre os jovens, isso fica ainda mais evidente, pois eles pouco ou nada se identificam com ideologias de partidos e, quando não desistem (votando nulo, branco ou se abstendo, aumentando ainda mais essa crise de representatividade), acabam por procurar outros meios de atuação.
Assim, como pôde se observar em 2018, a maior participação dos jovens é capaz de promover mudanças na política nacional. Para tanto é necessário que as instituições de ensino fomentem, desde cedo, uma base discursiva de temas relacionados à politica e imbuindo-os da importância que têm nos rumos que a sociedade brasileira tomará.
Como dizia Platão, “não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.