A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/08/2019
O mundo nunca esteve tão conectado e integrado como nos dias de hoje, o que permitiu que informações e notícias sejam expostas praticamente no instante da sua ocorrência. Essa interligação permitiu que o brasileiro, principalmente o jovem, num país com tamanha dimensão territorial, se comunicasse e participasse mais efetivamente do que é tratado no governo. Tal envolvimento acabou por resultar num mecanismo de manipulação social e emancipação do individualismo.
Primeiramente, há de se ressaltar quão conectado a internet e as mídias sociais os adolescentes e adultos estão na atualidade, o que faz deles dependentes desses meios para ter acesso ao país. Contudo, não há nelas um controle do que é exposto, não sendo passível distinguir o verdadeiro do falso; dessa maneira, opiniões extremistas são divulgadas e visto por muitos como unicamente correto, assim, molda-se a sociedade da maneira que bem entender.
Além disso, tendo em vista toda alteração com a estabilidade financeira do Brasil na década de 90, instaurou-se na juventude a ideia de buscar o próprio bem estar; logo, o pensamento egocêntrico ficou mais presente. Esse comportamento está vinculado a “Modernidade Líquida” - do filosofo Zygmunt Bauman - que é pautada no individualismo, já que atualmente as relações se transformam de maneira muito rápida e imprevisível.
Infere-se, portanto, que apesar de haver maior contribuição do jovem na política do país, há ainda grandes barreiras a serem derrubadas para que não seja induzido por falsas informações e não sobreponha o bem estar pessoal em relação ao populacional. A fim de evitar as falácias informativas, o governo federal, conjuntamente aos donos das grandes mídias (como Facebook), devem trabalhar, dentro delas, para expor, principalmente a juventude, a importância de segregar o real do ficcional; expondo aos usuários os riscos que a disseminação de falsas notícias, por exemplo, podem resultar a toda uma população e quão importante é sua participação governamental.