A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/08/2019

Sabe-se que desde a Grécia Antiga os jovens já tinham participação política, tendo em vista que homens com idade acima de 21 anos eram considerados cidadãos. Também no Brasil identifica-se um cenário cujo os jovens tem se envolvido de forma considerável na política, seja por meio de manifestações nas ruas ou mobilizações nas redes sociais, a fim de terem seus interesses garantidos e representados. No entanto ainda há pessoas que menosprezam esse grupo, mesmo seu envolvimento nas decisões que ocorrem no país e até na própria cidade ser de extrema importância. Portanto, medidas são necessárias para reverter tal quadro.

Em primeiro plano, é essencial destacar que as decisões tomadas no presente possivelmente irão afetar os jovens de hoje, pois o que ainda não é realidade para eles, amanhã poderá ser. De acordo com o filósofo Sócrates, “O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu caráter.” Nesse sentido, é evidente que tais virtudes devem ser postas em prática de forma que os mais novos ajudem a construir um futuro no qual também estarão inseridos. Ao votarem, lutarem a favor de seus direitos, manifestarem sua opinião na internet, participarem de abaixo-assinados e debates, com certeza estarão a caminho do exercício pleno da cidadania – direito e dever de todos.

Em segundo plano, há uma carência de ensino político na sociedade, já que sempre que acontece uma manifestação ou debate nas escolas, por exemplo, muitos professores são acusados de doutrinação. Desta forma, vê-se que, assim como tantos tabus existentes na sociedade brasileira, falar de política é um deles, fato que se confirma pelo ditado popular “Há três coisas que não se discute: política, religião e futebol”. Porém, muitos confundem “debater” com “impor opinião” e algo que é tão essencial para o desenvolvimento de um país, inclusive para a política, acaba sendo deixado de lado. Sem contar que, para os jovens terem mais respaldo e propriedade na hora de expor suas ideias, é mister que conheçam sobre a democracia, os três poderes, a república e tantos outros conceitos que fazem parte do modelo de governo brasileiro.

Conforme o exposto, depreende-se que é importante ouvir a voz dos jovens e incentivá-los a serem ativos na política. Para isso, as prefeituras devem organizar um grupo para a cidade para que promovam encontros quinzenais aos sábados (para facilitar o acesso aos que estudam e trabalham) e possam, de forma respeitosa, debater sobre política, a fim de promover uma maior participação dos jovens e aumentar sua capacidade crítica. Ademais, as escolas podem apoiar mais seus alunos a participarem de projetos, como a Câmara Mirim e só assim será possível valorizar a juventude política.