A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/08/2019
Reconhecida como uma das maiores manifestações populares já ocorridas no país, as “Diretas Já!” foram marcadas por enormes comícios onde figuras perseguidas pela ditadura militar, membros da classe artística, intelectuais e representantes de outros movimentos militavam pela aprovação do projeto de lei.Contudo, apesar de não ter atingido seu objetivo principal à época, tornou-se um marco da recente democracia. Nesse contexto, devem-se analisar as causas dos questionamentos sobre a participação dos jovens na política contemporânea.
O consagrado filósofo do século XIX, Nietzsche, que em suas obras abordava a crise das diversas noções que guiam a vida civilizada - liberalismo, socialismo,positivismo, cristianismo. Dessa forma, no que diz repeito ao contexto contemporâneo, muito se observa um paralelo a essa descrença nas instituições, principalmente, pela camada mais jovem, visto que a configuração clássica de política não se torna atrativa em uma sociedade, cada vez mais conectada, tecnológica e adepta ao instantâneo.Desse modo, práticas políticas obsoletas acabam por afastar a juventude das discussões nacionais e perpetuam o sistema conservador, elitista e ineficaz na resolução das demandas sociais.
É válido ressaltar, que a falta de representação da classe juvenil no que tange à política brasileira,tem sido um dois principais fatores da desistência dos adolescentes no campo eleitoral. Nesse ínterim, verifica-se que o desinteresse, a falta de perspectiva gerados a partir de ações políticas e a inexistência de debates familiares ou nas escolas, são fatores que sustentam o impasse do jovem na política brasileira. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados é apenas mais um exemplo. É nítido que essa problemática é cultural: fomentada pelas famílias que preferem ignorar o assunto a ter discussões críticas sobre o tema, e na escola, que valoriza muito o conteúdo, mas pouco prepara o aluno para a realidade do “ser cidadão”.
Portanto, fica claro que os jovens precisam possuir uma boa e maior participação na política no Brasil. Desse modo, o Ministério da Educação e da Justiça devem inserir aulas de ciência política e palestras sobre o assunto nas escolas, para maior conhecimento e interesse dos jovens sobre o âmbito político. Por fim, cabe ás mídias online e televisiva o pepel de realizar propagandas que influenciem as famílias à discussão e às reflexões políticas, estimulando os familiares a debater sobre política para que esses indivíduos obtenham maior autonomia em seus posicionamentos, aumentando, então, o número de jovens na participação política da sociedade brasileira.