A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 23/08/2019

Após mais de 21 anos sem eleições diretas para presidente, os jovens se tornaram linha de frente na campanha ‘Diretas Já!’ e tiveram um papel fundamental na eleição de Tancredo Neves para presidente. Na contemporaneidade, mesmo após avanços nos direitos de todo cidadão de participar da política, grande parte não participa de forma ativa e as causas são a desarmônica situação do país em que vivem e a ansiedade em relação ao futuro,sendo assim, desafios a serem combatidos.Desta forma, compreender os fundamentos para a perpetuação desse panorama mostra-se indubitavelmente necessário.

À priori, é evidente que a inconformidade com a situação do país em que os jovens vivem está entre as causas da permanência da difícil participação política no Brasil contemporâneo. Neste sentido, em um artigo publicado em 2006 pela Folha de São Paulo, o sociólogo da USP, Carlos Maia aponta que mais de 50% dos eleitores brasileiros estão na faixa de 16 à 33 anos e que 30% deles votam sem procurar informações sobre candidatos, partidos. De maneira análoga a Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. Contudo, é notório que a política exerce influência nos jovens, já que a indignação aliada com a inconformidade, faz com que se afastem do âmbito político, já que não possuem perspectiva de melhora, pois, estão cansados das mesmas promessas vagas e da corrupção.

Outrossim, destaca-se, a ansiedade que cresce vertiginosamente nos jovens com relação ao futuro, como mais um desafio a ser combativo. Todavia, faltam medidas efetivas por parte das autoridades competentes para que o cenário seja alterado. Isso, consoante ao pensamento de Augusto Cury, apresentado em seu livro “Ansiedade”, o jovem sofre milhares estímulos diariamente de todas as direções, fazendo com que muitos se sintam sobrecarregados e sofram com a Síndrome do pensamento acelerado, corroborando para que sofram por eventos que estão no futuro, e consequentemente, deixam o presente em segundo plano, afetando sua participação política como cidadão no Brasil contemporâneo.

Destarte, com o intuito de erradicar a preocupação excessiva do jovem com o futuro, em companhia com a desesperança na política, reforçando suas cidadanias.O Governo deve, em parceria com o Ministério da Educação financiar projetos educacionais que visam auxiliar no desenvolvimento da inteligência sócioemocional dos jovens nas escolas, além de incluir aulas sobre cidadania, através de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre os professores e alunos. Assim, o alcance e eficiência dessas ações serão relevantes conquistas.