A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 24/08/2019

Com o surgimento da primeira constituição brasileira em 1824, o voto era obrigatório, porém apenas para os homens com mais de 25 anos e com uma determinada renda econômica poderiam votar nas eleições. Entretanto, depois da nova constituição estabelecida em 1988, o voto passou a ser obrigatório para todos os brasileiros a partir dos 18 anos e facultativo para os jovens de 16 e 17 anos. Diante disso, muitos adolescentes começaram a se informar sobre as questões políticas por veículos de comunicação, o que levou a criação de debates virtuais e até mesmo a presença de intolerância política por grande parte da população.

No contexto relativo à participação do jovem na política é necessária para que se cumpra com o seu papel como cidadão na sociedade. Porém, ainda há diversos impasses para que isso aconteça de forma efetiva. Segundo uma pesquisa realizada pela a Agenda Juventude Brasil, revela que 54% dos entrevistados entre 15 e 29 anos consideram a política muito importante nos dias atuais. Nesse sentido vê-se que, há um interesse pela maioria dos jovens sobre o aspecto político, mas ainda muitos constroem e definem seu posicionamento político através das redes sociais ou por informações não verdadeiras, o que leva o jovem a não se preparar de maneira correta para votar de forma consciente.

Ademais, é importante ressaltar também que a busca de informações pelas redes sociais influenciam  o indivíduo a criar debates ou fóruns de conversas virtuais, onde muitas vezes tentam impor seu olhar e posição política para todos os outros internautas na maioria das vezes de formas ofensivas ou com discursos de ódio, sem respeitar e compreender as opiniões alheias. Uma pesquisa realizada por um blog Comunica que Muda (CQM) mostra que em 2017, cerca de 26 mil comentários na internet eram sobre intolerância política. Isso ocorre devido à carência de políticas públicas eficazes para fiscalizar e denunciar esses tipos de atitudes, que muitas vezes influenciam o jovem a replicar a mesma situação.

Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização e a inserção dos jovens no âmbito político é necessário que o Ministério da Educação por meio de divulgação e realização de campanhas incentive as escolas a discutirem com os alunos alternativas para buscar informações confiáveis e pensar em formas de como melhorar a política no Brasil fora das redes sociais, além de maneiras de debater sobre o assunto sem desrespeitar a opinião do outro na vida real e virtual. Juntamente com o Poder Legislativo para criação de leis e fiscalizações mais eficientes na internet, com o intuito de que qualquer tipo de intolerância não seja aceita pelas autoridades. Somente assim, será possível uma participação consciente e positiva dos jovens nas eleições e nas contribuições políticas para um desenvolvimento pleno da sociedade.