A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/08/2019
Desde muito tempo, o ser humano busca formas de participar da vida política, seja em debates públicos, seja em mobilizações sociais. Dessa forma, a democracia participativa não se restringiu apenas à Grécia, mas espalhou por diversas partes do mundo, especialmente o Brasil, que luta para dar aos seus cidadãos, principalmente aos jovens, o direito de colaborar para a construção democrática do país. Diante disso, a participação da juventude na política é algo indispensável, seja por grandes ou pequenos fatos cotidianos, como em manifestações; no voto ou redes sociais, isso faz o país ser evoluído em relação aos outros, quando têm uma população que participa.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que, no Brasil, sempre houve uma cultura de manter a população à margem da atuação na política sob diversas maneiras, uma delas foi a limitação quanto ao acesso ao voto. Porém, mesmo depois de ter conseguido este, os cidadãos começaram a ter consciência dos seus direitos e lutar pela garantia deles. Dessa maneira, surge as mobilizações juvenis que, cumprem uma função importante dentro de um processo de construção democrática, como por exemplo, a Primavera Árabe, que foi um tipo de mobilização que se deu sobre tudo por estudantes que, iniciaram os encontros pelas redes sociais. Assim, os meios de comunicação foram e são fundamentais para que os movimentos sejam organizados, ou ainda, discutidos os aspectos relacionados à política de forma geral.
Outro ponto a ser destacado, não menos importante, é que quando os jovens se mobilizam, estão tomando consciência do que é público, com a intenção de alterar. Essa ideia contraria a Modernidade Líquida defendida por Bauman, pois afirmava que as pessoas estão ficando cada vez mais individualistas e por isso não se envolvem na política. Mas, isso é um equívoco pois, no momento em que a juventude se sente descontente com algumas ações do Governo, em relação aos direitos sociais, eles se juntam e fazem protestos em busca dos seus direitos. Exemplo disso, foi o que ocorreu em 2016, quando escolas, de 22 estados mais o Distrito Federal, foram ocupadas, a reivindicação eram pela reforma do ensino médio, sem a opinião dos estudantes e contra a PEC-241 , que impõe um corte nos gastos públicos por 20 anos.
Neste contexto, é notável que o ser humano sempre buscou formas de participar da vida política desde os séculos até os dias de hoje. É necessário, portanto, que o Ministério da Educação crie projetos educativos dentro das escolas, como aulas interativas e palestras com vídeos e fotos de jovens que foram exemplos dentro da sociedade, com o objetivo de não só despertar o interesse da juventude, como também mostrar os alunos , desde cedo, a consciência social e civil dos seus direitos.