A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/08/2019
Desde a proclamação da República até o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a juventude brasileira tem sido fundamental nas mobilizações históricas no país. Mas, ainda que o estereótipo criado no período da ditadura militar acerca desses movimentos se perpetue, essa parcela da população torna-se protagonista no Brasil do século XXI. Desse modo, a o acesso à educação e a internet tem sido fundamentais nesse processo.
Em primeiro lugar, os avanços em direção a democratização do ensino superior, por exemplo, se relacionam com o aumento atuação deles no cenário nacional. Consoante ao pensamento de Paulo Freire, filósofo brasileiro, a educação é primordial para as mudanças que a sociedade precisa. De fato, nos últimos anos, programas como o Prouni e o Sisu, facilitaram o acesso ao ensino superior. Logo, além de reduzir as desigualdades sociais, eles possibilitam o desenvolvimento do senso crítico, tornando a participação dos jovens cada vez maior.
No contexto atual, a internet também amplia esse engajamento social. Isso ocorre porque ela facilita a mobilização e os questionamentos sobre as decisões políticas e sociais dos governantes. Além disso, abusos como os ocorridos em represália aos movimentos estudantis durante o regime militar são mais fáceis de serem coibidos pela própria população.
Fica claro, portanto, que a função da juventude brasileira é maximizada graças ao acesso à educação e as mídias sociais. Desse modo, esse público deve usá-la como ferramenta de transformação social. Para isso, sites que promovam petições, debates e propostas para inclusão social devem ser criados e divulgados. Ademais, campanhas em locais públicos para atingir os que ainda não possuem acesso à rede são indispensáveis. Com esse auxílio, espera-se que mais pessoas em processo de construção do pensamento crítico se desenvolvam e possam fazer parte do que é, de fato, a cidadania.