A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/08/2019
Na época atual, as redes sociais tem sido o principal mecanismo do jovem manifestar suas opiniões políticas. Por meio delas, é possível se comunicar rapidamente com pessoas de diversos lugares, além de possuir um grande acervo de notícias e informações que podem ser acessadas em questão de segundos, propiciando uma maior integração da sociedade no conhecimento político. Entretanto, este alcance também está causando a acomodação dos jovens que acreditam que tudo pode ser resolvido pela internet e consequentemente não realizam a devida ação em prol de seus ideais. Portanto, é pertinente se discutir qual o papel do jovem na política, quais as causas e consequências desta imobilização e qual seria a medida adequada para a solução deste problema.
Como representado em obras como “Os Miseráveis”, de Hugo Cabret, historicamente, os jovens sempre foram considerados um importante agente social, sendo vistos como rebeldes, lutam contra as desigualdades e o autoritarismo mostrando a convicção de alterar a ordem vigente. Um exemplo internacional, de grande relevância mundial, foi a Juventude Hitlerista, que impulsionou a ascensão e legitimação do governo Nazista na Alemanha. No Brasil, temos vários exemplos marcantes e que foram muito importantes para a construção da identidade nacional, em destaque temos as “Diretas Já”, que por mais de não ter alcançado seu objetivo foi fundamental para a redemocratização do país.
Todavia, com o surgimento dos movimentos online e a pouca abordagem política nas instituições de ensino, a movimentação jovem tem enfraquecido bastante. Este acontecimento é prejudicial para o andamento do sistema democrático, visto que, é a partir destes movimentos sociais que se coloca limite para os governos e mostra o poder de ação da população e que a opinião pública deve ser levada em consideração. Esta falta de mobilização poderá facilitar o abuso de poder pelos representantes e medidas incoerentes e prejudiciais para a população, gerando por consequência a insatisfação da mesma.
Portanto, por mais que as redes sociais tenham sido benéficas no contexto de comunicação nacional e mundial, o modo como tem sido usadas pode prejudicar o prosseguimento dos movimentos sociais não virtuais, que são muito importantes para a representação da população. Cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com as instituições de ensino, instituir projetos que visem a conscientizar os jovens sobre política e a importância da sua participação nela. Essas medidas a médio-longo prazo poderão melhorar a situação da política brasileira, formando adultos capazes de pensar conscientemente e desta maneira, realizar decisões benéficas para o futuro do país.