A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/08/2019
Na década de 80, o Brasil viu uma geração que cresceu em meio á ditadura militar se erguer e lutar pelo direito da participação política por meio do voto. Esse movimento foi marcado como “Diretas já”, que, teve o intuito da retomada das eleições diretas, porém, não conseguiu atingir seu objetivo principal na época, más, se tornou um marco na história. No entanto, o Brasil, deixa em facultativo o voto dos jovens entre 16 e 17 anos, com isso, no século vigente muitos alegam ser um voto em vão, o que se deve a fatores como uma era de modernização e falta de engajamento político.
Em primeira análise, precisamos considerar que a insatisfação em relação ao voto, está presente em muitas democracias espalhadas pelo território mundial. No Brasil, em especial, os jovens dominam toda uma era digital por meio de pequenas telas e cliques, em tempo real, capturando uma gama de informações, o que demonstra um novo formato de participação política em vigor, considerando que “o jovem é o futuro do Brasil”, mesmo que não seja de maneira legitimada sua participação, tem aumentado consideravelmente o número de jovens que procuram conhecer o contexto político em discussão. Com isso, demonstra que o potencial de atuação dessa classe, tem dado prova que não são tão manipuláveis como se imaginava.
Outro aspecto, que comprova essa situação, é os diversos problemas no Brasil, consequências de um passado que insiste em persistir. Quando escutamos “sempre foi assim e ninguém ligou”, retrata o descuido do poder público, como, por exemplo, o patrimonialismo até hoje é claramente visível para todos, em que se misturam interesses públicos e privados. Assim, a corrupção ganha seu destaque, impedindo o sonhado progresso, esses fatores acabam desmotivando uma parcela de jovens, e motivando aqueles que não se prendem a tradições e o modismo, acabam lutando pelo seu espaço e usa sua voz como grito de um basta nesta situação, enaltecendo que ser um jovem ativo politicamente não se restringe a votar, mas fazer valer a sua voz.
Deve-se constatar, portanto, significativas dificuldades e desinteresse dos jovens em relação o âmbito político, fica claro que, os indivíduos do século XXI usam por meio das ferramentas virtuais para demonstrar a força de sua voz. A fim de efetivar sua participação e contribuição com o que é lhe assegurado por direito de cidadão, através da escola devem oferecer e fomentar constante trabalho de discussões, palestras e até simulações eleitorais, por meio, de ONGs que tenham experiência comprovada nesse cenário de inclusão. Ampliando assim as chances de um maior percentual de jovens participativos da política no Brasil contemporâneo.