A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/08/2019
Os Movimentos Sociais, para a Sociologia, são ações coletivas que defendem e lutam por um objetivo comum. Com sua origem no século XIX, como consequência da Revolução Francesa e Industrial, eles foram se adaptando ao passar do tempo e estão presentes no contexto atual. Como exemplo, pode-se citar os com fim político, que reivindicam melhorias para o Brasil como um todo. Nesse âmbito, tem se tornado comum e cada vez mais abrangente a participação dos jovens, em decorrência do acesso à informação que esses possuem e da a sua insatisfação com a condição política do país.
Deve-se abordar, primeiramente, a influência que os meios de comunicação e a facilidade de acesso à informação exercem nessa problemática. Na sociedade globalizada, com o advento da internet, a nova geração já nasceu familiarizada com esse meio tecnológico, o que os garante facilidade de aquisição de vários tipos de conhecimento, entre eles o das questões políticas mundiais e nacionais. Para o filósofo iluminista Francis Bacon, saber é poder, fato que nesse sentido atua como método de questionamento do Estado por parte dessa parcela da população, que tem alcance a esse saber. Desse modo, os jovens passam a formar grupos e discutir, geralmente em um ambiente online, o que tem sido feito pelos nossos representantes e o que deveria ser diferente.
É imprenscindível mencionar, também, que essa participação passa a avançar a estágios mais elevados devido ao descontentamento com as políticas governamentais. Seja no âmbito social, econômico, ambiental ou entre os diversos outros existentes, a internet concede a facilidade de organizar e difundir movimentos e reinvindicações. Deve-se citar, por exemplo, a intensa participação de jovens nas manifestações populares de 2015, a favor da Operação Lava Jato, e nas demais que aconteceram desde então. Para o cientista político Antonio Flávio Testa, da Universidade de Brasília, o jovem da atualidade são críticos, mas apartidários. Ou seja, lutam pelos seus direitos garantidos pela Lei e não são tão apegados a defender partidos políticos, como as gerações passadas.
Dessa maneira, observa-se a importância do engajamento político juvenil e como essa questão deve ser debatida e propagada. Por conseguinte, é papel da Mídia, a qual é responsável por difundir informações e engajar a população, por meio de projetos especiais, propagandas e anúncios na televisão e na internet, a propagação de informações políticas de cunho crítico e apartidário, visando atrair um número crescente de jovens à luta por suas liberdades e garantias, na condição de cidadãos brasileiros. Dessarte, o Brasil poderá continuar a traçar uma rota rumo à democracia e concretização das liberdades.