A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/08/2019
Lima Barreto, retratou em sua obra " O Triste Fim de Policarpo Quaresma" a trajetória do jovem Policarpo, um nacionalista nato, que ao perceber as injustiças e a corrupção na esfera política do Brasil de 1915, resolve manifestar-se contra o sistema político da época. Por analogia, é possível fazer uma relação entre a narrativa pré-moderna e o contexto da participação política do jovem no Brasil, tendo em vista que no século XXI existem muitos “Policarpos” que buscam defender a pátria brasileira e que objetivam mudanças na esfera jurídica e governamental. Nesse viés, não há dúvidas de que a participação do jovem na política é de suma importância para a efetivação da democracia no país, visto que desde a ditadura militar e com o advento da globalização, esse público vem materializando sentimentos constitucionais e patrióticos.
De fato, o final dos “anos de chumbo” foi marcado por uma intensa mobilização política juvenil. Nesse contexto, as práticas anticidadãs realizadas no período militar, adicionadas aos Atos Institucionais de repressão física e política, foram justificativas para a realização do maior movimento político da história do Brasil: o movimento “Diretas Já”, contando com a participação de milhares de jovens que ultrapassaram paradigmas militares em prol da democratização do país e do direito ao voto juvenil. Entretanto, mesmo que o movimento revolucionário tenha garantido a efetivação de alguns direitos exigidos pelos manifestantes, a participação do jovem no Congresso ainda é escassa, representando apenas 2% dos parlamentares, conforme afirma o site Senado Notícias, situação a qual necessita de uma intervenção jurídica
Além disso, salienta-se que com o advento da globalização os movimentos sociais ganharam força, estando presente nas redes sociais de compartilhamento. Nesse aspecto, a mobilização política e social intensificou-se através dos grupos e páginas no facebook e no Whatsapp, possuindo um alcance nacional e até mesmo global, tornando os movimentos sociais mais fortes e mais efetivos e principalmente com uma maior participação social, como é o caso das Jornadas de Junho de 2013, manifestação a qual exigia melhores condições políticas e sociais para a minoria social brasileira.
Portanto, para que seja possível aumentar a partição dos jovens na política brasileira, cabe ao Governo realizar, por meio de políticas de integração juvenil, eleições no Senado para a instituição de representantes jovens no Congresso, além de promover a criação de fóruns por meio de aplicativos tecnológicos para debate político com os jovens brasileiros, objetivando aumentar a sua representatividade no Congresso e nos debates parlamentares, como forma de impulsionar e fortalecer a democracia.