A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/08/2019
Observa-se que grande parte dos jovens brasileiros demonstram certo desinteresse pela política e por tudo aquilo que envolve seu discurso. No entanto, vale destacar a participação dos jovens nos protestos do ano de 2013, considerados uma das maiores manifestações públicas da história do Brasil desde a campanha das Diretas Já e dos Caras Pintadas. Essas ações dos jovens visam a reivindicação de melhorias para seu futuro.
Primeiramente, destaca-se que um terço do eleitorado brasileiro é composto por jovens, que por estarem desiludidos com a corrupção e com os costumes políticos, não tem no seu voto uma esperança de melhora na política brasileira. Esses jovens se mantêm inertes à política, aderindo muitas vezes ao senso comum, apoiando questões sem averiguar sua origem e contexto, o que fica evidente na fala de Augusto Cury quando diz que nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitar passivamente as informações.
Por outro lado, há uma parcela da juventude que busca se engajar politicamente e se posicionar diante do cenário vigente, mesmo que nem sempre de forma pública. Enquanto alguém mais velho pode focar apenas as barreiras, o jovem tem mais facilidade para pensar “fora da caixa”, por não se prender a preconceitos e a definições do passado. Os jovens mais engajados politicamente procuram manifestar-se em passeatas e intervenções culturais, em busca de mudanças que garantirão seu futuro, já que o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente, como afirma o pacifista Mahatma Gandhi.
Sendo assim, se faz necessária a ação do poder Executivo Estadual em parceria com o Ministério da Educação, na promoção de palestras nas escolas que proponham maior engajamento na sociedade civil e no âmbito político através de debates em grupo, para que os jovens busquem se posicionar diante das circunstâncias políticas. Desse forma, haverá no Brasil uma juventude mais comprometida com seu futuro.