A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/08/2019

“Eu vejo a vida melhor no futuro”. Tal assertiva feita na música Tempos modernos do cantor Lulu Santos expressa totalmente a visão contemporânea que inúmeros jovens possuem no Brasil atual. Entretanto, a atuação política desse grande grupo enfrenta dois extremos antagônicos: de um lado indivíduos que desacreditam no seu próprio poder de participação e de outro aqueles que lutam e buscam constantemente um país melhor.

A priori,embora o jovem moderno apresente um maior engajamento político e - principalmente- meios para mudar o cenário insatisfatório do Brasil, poucos fazem uso desses mecanismos. Diante disso, o site Estadão divulgou uma pesquisa em que os indivíduos de dezesseis a trinta e três anos que não creem em uma mudança e negligenciam o voto é de sessenta por cento da população. Logo, essa barbárie diverge das lutas enfrentadas por esse mesmo grupo durante a ditadura militar de 1964 onde a reivindicação por direitos para essa classe foi expressiva, por exemplo. Felizmente, mesmo tratando-se de menos da metade da população juvenil brasileira, ha aqueles que fazem a diferença e usufruem dos meios que propiciam um forte engajamento, contudo é necessário mudar tal dado da pesquisa.

A posteriori, segundo o sociólogo Nick Couldry a democracia é possível apenas se existir um espaço de fala. Nesse sentido, é indubitável que a juventude conquista diariamente esse espaço por conta, precipuamente, da internet. Esse meio de comunicação permitiu para o jovem essa área de diálogo em que eles podem opinar, conhecer mais afundo não apenas os problemas do Brasil, mas do mundo por exemplo, e principalmente mobilizar-se. Tal possibilidade, assegurada pela Constituição Federal de 1988, se intensificou na atualidade onde essa classe é protagonista e, assim como na música de Lulu Santos, tem esperança de um futuro melhor e luta por ele. Além da internet, medidas como o voto a partir dos dezesseis anos e a oportunidade de tirar a carteira de trabalho aos quatorze anos fazem alguns indivíduos se sentirem como cidadãos de fato.

Por conseguinte, o Brasil possui um bom quantitativo de jovens ativos politicamente, todavia faz-se imprescindível que esse número aumente. Dessarte, as Universidades em parceria com as mídias devem promover eventos para conscientizar e sobretudo informar a juventude sobre a importância dessa classe para o país, de modo que os educandários realizariam as pesquisas e explanação do conteúdo e as mídias (redes sociais, via rádio e televisão) seriam responsáveis pela divulgação. Essa ação teria como objetivo atrair o jovem para atuar como ser político, sendo assim os Tempos modernos que visam uma sociedade melhor não ficariam apenas na música, mas sim no cotidiano do país tropical vulgo Brasil.