A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/08/2019
Durante os anos de 1983 até 1984, um movimento de cunho popular iniciou-se no Brasil, denominado “Diretas Já”, em que o povo brasileiro exigia o seu direito a uma votação direta para presidente da república. Não muito distante do passado, é notório que as manifestações tem se tornado comuns quando se trata de assuntos de cunho público, e com isso a participação política do jovem brasileiro se torna mais eficiente, já que distante dos partidos, falta a representatividade jovem na política.
Conforme pesquisa realizada em 2018 pelo Instituto Data Folha, mostra que 29% dos jovens, têm interesse em disputar uma eleição, e um terço, se interessa em participar de um governo. De fato, diante desse crescente número, os jovens brasileiros voltaram recentemente a se organizar e participar de manifestações populares distintas, já que são indícios de mudanças na sociedade, a juventude estar na rua ou na internet se manifestando fortalece sua participação na democracia.
Além disso, o poder político brasileiro precisa ser reestruturado em um modelo que não seja o patriarcal, atualmente a grande maioria das pessoas que fazem política e ocupam as cadeiras de decisão são homens de mais idade, e esse é um dos grandes motivos da ausência de representatividade jovem. A juventude é agente de mudança, que na ânsia por iguais toma decisões que definem a forma do futuro, pois serão os jovens que o herdarão.
Infere-se, portanto que ainda a diversa juventude brasileira não quer nada além de um estado democrático forte e inclusivo, tornando essencial implementar leis que garantem uma certa quantidade de jovens preparados para governar no Executivo, Legislativo e Judiciário, a fim de tornar a juventude representada diante dos Poderes do Estado. Ademais, o sistema Judiciário deveria criar um órgão em conjunto com Legislativo a fim de compreender as propostas estabelecidas durante manifestações públicas, e se propor a soluciona-las para que tenha eficiência nas negociações e fornecer serviços públicos de qualidade.
A participação política do jovem no Brasil, atualmente, vem seguido de vários impasses, que com o tempo acabam por “calarem” esses indivíduos deixando-os sem opinião diante de assuntos o qual se interessam, os quais deixam de lado seu desejo de atuação na área.