A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/08/2019
Um país democrático é beneficiado de ferramentas capazes de engendrar a real inclusão e participação plena da população. No entanto, observa-se justamente o contrário quanto à questão da coibição dos jovens na esfera política. Nesse ínterim, percebe-se a configuração de um problema social que assola o cotidiano pós-moderno, o qual ocorre, tristemente, não só pelo o descaso governamental, mas também pela a desinformação vigente na sociedade. Diante dessa óptica, faz-se necessário ponderar os motivos dessa ultrajante situação que vigora no país.
Antes de tudo, cabe pontuar que a participação absoluta dos jovens na política é uma norma estabelecida pela a Constituição Federal de 1988, embora o Poder Público não garanta com veemência esse direito. Sob esse âmbito, lamentavelmente, confirma a corrente de pensamento de Maquiável, quando afirma que os governantes só querem permanecer no poder, sem se preocupar com o bem comum da sociedade. Desse modo, nota-se a ratificação desse postulado por meio da negligência governamental à medida que não oferta projetos capazes de promover a inserção dos adolescentes na política, que de certa forma, acarreta em uma má representatividade infantojuvenil e uma inobservância cidadã.
Junto a isso, a desinformação da sociedade civil contribui para a persistência do impasse.Isso ocorre, em boa parte, devido ao baixo senso crítico da população, alimentada pela a cultura tecnicista, na qual não promove criticidade ou questionamento aos jovens. A esse respeito, contradiz a lógica altruísta do físico Albert Einstein: “Sem cultura moral não haverá nenhuma saída para homens’. Sob tal ótica, a ausência de validações no que tange à informação, possibilita que o corpo social conviva - consciente ou inconscientemente - com essa problemática. Sob essa perspectiva, dados estatísticos denotam que 45% dos jovens se aproximaria da política se o processo político fosse mais transparente e confiável. Nesse contexto, percebe-se a necessidade de ações efetivas para modificar o cenário atual.
Urge, portante, a relevância de se reconstruir medidas, com o fito de atuarem na problemática. Logo, compete ao Poder Público, amparado pelo o Poder Judiciário e o Legislativo, tornar à lei 12.852/13 mais rigorosa, classificando as situações de acordo com o grau da veracidade, com o intuito de interceptar a coibição dos jovens na dinâmica sociopolítica. Ademais, cabe ao MEC - Ministério da Educação e Cultura - implantar uma disciplina da educação política nas instituições formadoras de opinião - como escolas e universidades - através da inserção na Base Comum Curricular, com o objetivo de causar um impacto positivo na mentalidade coletiva. Se assim, for feito, torna-se possível a construção de uma sociedade democrática e equidista.