A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/08/2019

Em meados do século XX, houve uma crescente participação dos jovens na política que saíam as ruas para fazerem protestos, e essas manifestações em sua grande maioria era a luta em prol dos seus direitos como cidadãos. No Brasil atual, é perceptível a visão do jovem como alguém que não está pronto para tomar decisões que sejam relacionadas à escolha de seus representantes políticos. Por esse motivo, muito dos jovens preferem não se envolver nas decisões políticas e quando se envolvem é de forma indireta.

Em primeira plano, sabe-se que o jovem sempre foi visto como uma figura alienado, baderneiro e sem preparamento para sua ingressão nas decisões políticas. Na década de 60, quando os jovens começaram a organizar suas manifestações, o estado sempre os via como indivíduos despreparados e que as coisas pelas quais eles lutavam, eram desnecessárias para a sociedade daquela época. Contudo, os jovens da atualidade, não estão mais protestando e nem lutando por seus direitos como cidadão. Dentro dessas transformações do jovem contemporâneo, fica a dúvida se ele está desinteressado por seu posicionamento como cidadão dentro da sociedade ou se está se reconfigurando como cidadão.

Em uma segunda análise, é preciso levar em consideração o enorme descontentamento com relação à participação pelo voto em muitas democracias no mundo. No Brasil, é possível perceber esse descontentamento por parte dos jovens. Visto que, de acordo com a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), a diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que deixam de votar, mostra o desinteresse por parte da juventude na sua participação política. Esse desinteresse pode está associado ao incentivo que não é dado aos jovens para que eles ingressem nas decisões políticas.

Diante do exposto, são necessárias medidas que resolvam o impasse da participação política dos jovens no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve exigir das escolas a discussão de temas sobre a importância da sua participação nas decisões políticas por meio de palestras e rodas de conversas, onde o aluno poderá falar qual o seu posicionamento como cidadão na atualidade. Além disso, é necessário a criação de uma página nas redes sociais que deverá estar sob a administração do governo e serão responsáveis por postagens que cativem a atenção dos jovens e que desperte o seu interesse pela política.