A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/08/2019
“Proximidade que distancia”
O Iluminismo é uma das correntes intelectuais mais populares do mundo. Dentre a vasta coletânea da época, está Nicolau Maquiavel, escritor do célebre “O Príncipe”. Assim como na obra iluminista, muitas situações de abuso de poder ocorrem no Brasil hodierno, sendo estas cada vez mais divulgadas nas mídias, devido ao avanço e a praticidade da tecnologia. Desse modo, tais fatores mobilizam grande parcela dos jovens, que anseiam um novo cenário, mas que por muitas vezes não sabem o que fazer.
Primordialmente, é necessário entender as raízes da problemática. Devido ao regime militar brasileiro, que perdurou por vinte e um anos, a população passou um longo período sem exercer sua cidadania por meio do voto. Após a movimentação coletiva conhecida como “Diretas Já”, ocorrida no ano de 1984, a população notou que, unida poderia gerar grandes efeitos políticos. Entretanto, o que não era esperado, é que surgiriam meios tão simples de comunicação como a internet, que apesar dos benefícios, também torna o povo mais conformado quanto ao que ocorre no mundo real, pois ao mesmo tempo que passa a ser algo tão próximo, torna-se muito distante.
Ademais, o distanciamento do jovem e a política é prejudicial para toda a nação. Segundo o filósofo Rousseau, o homem nasce livre, mas para seu conforto, ele prefere entregar sua liberdade para o Estado, para que haja ordem e segurança. Entretanto, em seu pensamento também é explícita a necessidade de se acompanhar o que os governantes estão realizando para o bem comum de todos. Sendo assim, não se trata de apenas entregar o poder para alguém, e sim estar atento as mudanças sucedidas e o comprometimento com o povo.
Em suma, para que o impasse seja resolvido, providências precisam ser tomadas. Em primeiro lugar, é de extrema importância que o jovem compreenda o funcionamento governamental de seu país, para que possa questioná-lo e exigir mudanças. Tal consciência tem de ser estimulada por iniciativa do Ministério da Educação, que tem contato direto com crianças e adolescentes, e pode assim promover projetos escolares que incluam na grade escolar aulas sobre a temática, gerando um interesse desde cedo naqueles que podem mudar toda a estrutura de um país. Além disso, a existência de campanhas governamentais nas redes sociais, lugar onde os jovens se reúnem em sua maioria, ajudariam a fixar na memória a relevância do assunto para todos. Com isso, o resultado seria uma sociedade mais ciente daquilo que se passa em seu território, e com capacidade de indagar sobre seus direitos sempre que preciso, evitando a relação de dominação e arbitrariedade.