A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 24/08/2019

É preciso, inicialmente, observar que a Constituição Federal de 1988 - chamada de Constituição Cidadã - permitiu que pessoas a partir de 16 anos pudessem ter o direito ao voto. Entretanto, mesmo com tal avanço, a participação política de jovens diminuiu explicitamente devido ao ceticismo em relação aos partidos políticos com toda a corrupção e ações governamentais ineficazes. Dessa forma, deve-se analisar como a educação deficitária e a influência social intensificam esse cenário.

Em primeira análise, observa-se que, segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Analogamente, tal pensamento é atrelado ao modelo pedagógico vigente que, por ser deficitário, não incentiva o conhecimento político dos jovens, fazendo com que estes não se interessem por tal assunto e, consequentemente, não tenham participação efetiva na política brasileira.

Ademais, nota-se que de acordo com o sociólogo francês Pierre Bourdieu, o indivíduo, durante seu processo de socialização, incorpora e reproduz as estruturas sociais de sua época. Devido a esse fato, a sociedade, sobretudo sua parcela mais jovem, por não ter uma influência de inserção política juvenil no Brasil, acaba não possuindo interesse na mesma, o que faz com que sua participação política seja cada vez menor.

Torna-se evidente que medidas intervencionistas são necessárias para que tal problemática seja resolvida. Portanto, o Ministério da Educação, por meio de palestras nas instituições de ensino à respeito da importância do sistema político na sociedade, deverá incentivar a inserção dos jovens na política brasileira, a fim de que a população mais jovem realmente seja agente das transformações sociais em seu país. Assim, seria observado uma relação ao pensamento do ativista Mahatma Gandhi: “seja a mudança que quer ver no mundo”.