A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/08/2019
As manifestações que ocorreram em 2011 contra os governos árabes conhecidos com “Primavera Árabe” estimulou várias pessoas de países diferentes a lutarem pelos seus interesses e direitos. Tendo como óptica o Brasil, tal fenômeno não foi diferente, principalmente com a participação significativa dos jovens nesses atos. Entretanto é importante observar que mesmo com esse aumento de interesse por parte dos adolescentes em saber sobre a constituição e afins, a atividade desse grupo na política propriamente dita ainda é escassa visto que há pouco estimulo e representatividade. Dessa maneira, faz-se necessários debater só a participação do jovem na política contemporânea brasileira.
Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar composto de generalidade e exterioridade. Seguindo essa linha de raciocínio, é comum atribuir aos jovens características que os inferiorizam quando se trata de assuntos importantes, e no cenário político esse pensamento se estende haja vista que se tem a ideia de que uma pessoa com 21/22 anos não tem as mesmas experiências, posturas, vocabulários e o senso crítico que um indivíduo que exerce um papel político a mais de 30 anos, e por conta desses ideais, muitas crianças e adolescentes se afastam ou não tem interesses nos assuntos públicos por medo de se sentir insuficiente e inútil.
Ademais, a falta de incentivo educacionais contribui para esse apatia. Criada no século XX, a UNE (União Nacional de Estudantes) era responsável por inúmeros movimentos sociais no cenário brasileiro como protestos em oposição a ditadura militar e o famoso Cara Pintadas que pedia o impeachment do então presidente Fernando Collor. No entanto, nos últimos anos observou uma decaída da participação dos jovens no cenário político atual, considerando o escasso debate nas escolas e diálogos na família sobre o exercício de cidadania e como os indivíduos mais novos são importante para a mudança de determinadas diretrizes políticas.
Dado isso, é essencial que medidas sejam tomadas com o intuito de mudar tais atos. Com esse intento, cabe as Secretarias de Educação promover projetos utilizando palestras, filmes e documentários nas escolas, universidades, empresas e órgãos públicos para diferentes classes socais afim de quebrar certos tabus e explicar a importância do posicionamento dos jovens perante certas políticas, bem como a inserção de matérias na grade curricular, como ciências políticas, para debater e explicar melhor como exercer melhor os seus deveres e despertar o interesse de crianças e adolescentes em participar da política nacional. Caso essas medidas sejam tomadas, haverá uma melhor participação jovem no cotidiano político e assim um melhor desenvolvimento para o Brasil.