A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 27/08/2019
O período do regime militar brasileiro, foi esfera para eclosão de uma “arte engajada”, canalizada a partir da realidade política e social, em que artistas enfrentavam uma censura institucionalizada para expressar-se, tal como o músico Geraldo Vandré, na canção Para não dizer que não falei das flores, um hino de resistência do movimento civil e estudantil. Fora da arte, com concepções hodiernas análogas, no que tange a participação política, sobretudo dos jovens, nota-se certa assiduidade de engajamentos que são essenciais para o Brasil, mas que ainda carecem de súpera atuação. Assim, faz-se premente aferir questões educacionais e a inópia informacional como bases para esse entrave.
Em primeira análise, é lícito obsecrar o quão primordial é o discernimento da consciência que cada ser possui e qual a sua importância para o desenvolvimento da política. Isso, consoante ao pensar do eminente filósofo da Grécia Antiga, Platão, a coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento. Sob esse viés, depreende-se o sumo valor que a utilização do entendimento humano possui, e que se usado, primordialmente, entre a juventude, é plausível que eles gerem inovações que impactem positivamente a sociedade, a partir de renovações na política e no corpo social como um todo. Nesse sentido, por dedução analítica, medidas são necessárias para incentivar o maior engajamento do jovem como indivíduo político.
Cabe mencionar, em segundo plano, que o termo cidadania emblema, máxime, o exercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociais estabelecidos na Constituição de um país por parte dos seus respectivos cidadãos. Dessa forma, cidadania e participação estão correlacionados com política, assim, torna-se necessário que o jovem esteja engajado, seja no ato de votar ou ir para ruas lutar por direitos, pois, isto gera o aumento do senso crítico a partir de diálogos, defesa e escolhas que interferi-a, decerte, a realidade civil. Então, assim como na Física a força é fator pré-requisito para realização do trabalho, o país segue das reformas na força da juventude para obter súperos avanços na política.
Em síntese, portanto, o jovem no mundo hodierno é essencial para o rumo de uma nação. Assim, o Governo, em parceria com partidos políticos, inclua a liderança juvenil, por espaços de participação social, debates e eventos, para que sejam ouvidos, aclarados as dúvidas e incluído propostas formadas a partir de seus interesses, a fim de renovação política, de modo a tornar ativa, legitima e democrática para a juventude brasileira. Ademais, o Estado deve desenvolver projetos públicos para atrair os jovens, voltados para o maior envolvimento de suas causas e das sociais, para asseverar que o país é o lugar que ele quer viver com seus próprios anseios, metas e nuances. Assim, tal como Geraldo Vandré, falar-se-á das rosas em uma sociedade mais justa e pragmática com a laboração do jovem.