A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/08/2019

A Declaração Universal de Direitos Humanos, ratificada em 1948, em seu artigo 3º, diz que toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. No entanto, quando observamos a participação política do jovem no Brasil contemporâneo, indagamos se esse ideal declarado está evidente apenas na teoria e não desejavelmente na prática. Alguns importantes passos já foram dados na tentativa de engajar esse quadro, entretanto, para que continue em progresso hão de ser discutidas suas verdadeiras questões, dentre elas, a crescente voz nas redes e o não interesse de uma importante população.

É indubitável que há uma evidente diferença entre os jovens das “Diretas Já” e os do século atual. Nos anos 80, em meio à ditadura militar, o Brasil viu os jovens se erguerem e lutarem por seu direito de participarem da política. Em pleno século XXI o que vivemos é uma quantidade absurda de jovens que usam a internet como meio de fazer sua voz ser ouvida, isso porque jogar seus pensamentos em rede e sua “vontade” de mudar o mundo é mais cômodo e talvez mais seguro - fisicamente falando- do que ir ao mundo físico e transformar com atitudes práticas, primeiramente, ao nosso redor. Pois, revistas importantes, como Época, já comprovou que os a baixos assinados tem muito menos força do que a “cara na rua”.

Em uma abordagem mais profunda, devemos levar em conta aqueles que não se mobilizam, nem  quando os seus interesses pessoais estão ou podem ser prejudicados. Enquanto no passado tivemos jovens que lutaram para garantir seu voto, hoje temos uma massa que se abstêm do compromisso por falta de obrigatoriedade. Isso é o que revela dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em que há uma diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados. Max Webber disse uma vez, “neutro é aquele que já escolheu o lado mais forte”, talvez esses que decidiram exercer o seu direito em não agir em por não acreditar que podem ser parte importante de um futuro melhor para todos.

Portanto, com base nos argumentos supracitados, a falta de medida interventiva apenas agrava o problema em questão. Então cabe ao Estado, fazer valer leis já existentes que incluem o jovem na politica em desenvolvimento. Outrossim, a mídia, deveria usar de sua grande influencia para incentivar os jovens a atentarem para importância deles na política. Ademais, as escolas que são instituições formadoras de valores, devem através que palestras a pais e alunos, incentivando a educação continuada a respeito do tema em questão. Afinal, como bem disse Nelson Mandela, “a educação é a única arma capaz de mudar o mundo”.