A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 12/09/2019
Desde a campanha das Diretas Já — ocorridas no período final da Ditadura Militar — até as recentes e explosivas Jornadas de Junho — ocorridas em 2013, observa-se que a parcela jovem da população brasileira não é totalmente desprovida de participação política. Entretanto, apesar dessas demonstrações, essa esfera social ainda carece de representatividade e isso se deve, principalmente, devido a falta de renovação política e ao distanciamento entre os políticos e a população jovem.
Em primeiro plano, é relevante abordar que a perpetuação no poder, seja de velhos políticos ou velhas famílias, é prejudicial numa democracia representativa. Acerca disso, é pertinente a ideia de Locke, exposta no livro O Segundo Tratado Sobre o Governo Civil, de que o poder político não deve ser fixo, ou seja, ao contrário do observado no Brasil, ele deve ter a dinamicidade necessária par o advento de novos conceitos e pessoas. Assim, nota-se que a esporadicidade no surgimento de novos nomes na política brasileira como os de Kim Kataguiri e Tábata Amaral apresenta-se, assim como no ultrapassado modelo de capitanias hereditárias, como supressora ao ocmbate ao conservadorismo político.
Ademais, é válido salientar que a falta de diálogo entre os parlamanetares e o povo é ainda mais expressia quando selecionamos o recorte da população mais nova. Esse fato pode ser relacionado ao desperdício de potencial do portal e-Cidadania, visto que, em uma era em que os jovens estão intimamente ligados a tercnologia, a baixa divulgação desse portal corrobora para a netavtiva perpetuação da ideia de que o fazer político não é para os “menos experientes”.
Infere-se, então, que os problemas de participação política dos jovens brasileiros não se apresentam como tarefa fácil, porém torna-se-á a partir de uma abordagem reestrutural. Destarte, o Legislativo e a Secretaria Especial de Comunicação Social devem incentivar, respectivamente, por meio da efetiva utilização e da divulgação de portais como o e-Cidadania, a participação política dos jovens. Essa ação deve ser feita visando diminuir a barreira de entrada dessas pessoas nessa área e, dessa forma, atingir o ideal lockeano acerca da dinamicidade do poder.