A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/08/2019

É evidente que, as diversas crises políticas em que o Brasil tem mergulhado desde 2013 despertaram na juventude brasileira o desejo de buscarem mais representatividade e operarem mudanças no cenário político. Contudo, essa população é apenas uma parcela dos jovens. Tal frágil relação com a política nacional decorre da falta de interesse no aprendizado político e ao fraco sistema político.

Para muitos, falar de política é doutrinação, a visão que os jovens têm dessa instituição é a mesma cristalizada pelo senso comum: coisa chata, vil. Nas escolas os alunos não querem discutir, querem apenas serem donos de sua opinião. Porém, é justamente esse ausente conhecimento sobre o que é política que os distanciam. É importante que nas instituições escolares abra-se um amplo debate sobre a participação consciente da juventude na política, afinal, os maiores movimentos, dentro do contexto político, como dos “caras pintadas” e dos “vinte centavos” foram realizados pela juventude.

A conjuntura imutável dá política e a imagem que existe do político hoje - como sendo sempre corrupto, ladrão funciona como desestímulo para a participação política. A incapacidade de implementarem as mudanças que os jovens pedem nas, por exemplo, em 2013 onde a demanda por melhorias na saúde, transporte e educação estavam no centro da manifestação e não progrediram aumentam esse sentimento de abandono que os levam a não se reconhecerem nesses instrumentos públicos.

Portanto, cabem às instituições educacionais contando com profissionais capacitados, promoverem uma educação política e cívica que mostre a política como caminha para transformações sociais.