A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/08/2019
Protagonistas do futuro
Desde o início do século XX com a República Velha Brasileira, o ímpeto político de jovens foi demonstrado como um fator decorrente da cidadania. Uma vez que as tentativas de dar notoriedade às causas sociais falham, as reivindicações cívicas são demonstradas de forma presencial. Portanto, o objetivo de benefícios estruturais garante o contínuo do engajamento.
Em primeiro lugar, sob a perspectiva histórica, a mobilização física da juventude tornou-se necessária mediante o descaso estatal. Na medida em que as reivindicações da população não surtem efeito quando difundidas pelos meios de comunicação, o único meio de construir uma perspectiva benéfica para o futuro é a organização de manifestações presenciais. Como exemplo, o historiador Boris Fausto relata o movimento do tenentismo “de jovens do exército descontentes com o regime e cuja atuação fez-se no campo militar”. Dessa forma, as passeatas atuais demonstram-se análogas às revoltas realizadas na República Velha, um meio contestado pelo Estado porém importante para atrair visibilidade.
Além da dimensão histórica, a reflexão filosófica aponta para o ímpeto natural da juventude de moldar um futuro com melhores condições sociais. Tendo em vista que, segundo Jean Jacques Rousseau, “a vontade geral deve emanar de todos para se aplicar a todos”, a nova geração observa a ação cívica como único meio de garantir sua realidade futura. Embora ainda falte engajamento de parte desse nicho populacional, o raciocínio do iluminista francês permite estabelecer a ausência de garantia de direitos aos cidadãos e a conjuntura de injustiça como causas para o impulso juvenil.
Logo, é preciso que haja um estímulo à atividade contestadora dos jovens para atingir uma melhora no paradigma político. A fim de motivar os futuros adultos, o Ministério da Educação deve promover a conscientização política no ensino médio, por meio de oficinas de debate - em que os estudantes trabalhem em equipes e realizem propostas de melhora social. Desse modo, os agentes da mudança estabelecem-se como protagonistas.
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