A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/08/2019

De 1983 à 1984, milhares de brasileiros, em especial os jovens, se mobilizaram em um movimento que ficou conhecido como “Diretas Já”, com o objetivo de retomar as eleições diretas ao cargo de presidente da república. No cenário atual, os mais novos, geração com mais acesso à educação, se mostram cada vez mais preocupados com a situação do país, principalmente em relação à política, tendo como principais características o engajamento político e a abertura mental a novidades.

Em primeiro plano, é importante destacar que, embora não pareça, uma parcela considerável da juventude busca uma maior participação política. De acordo com dados da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), 70,24% dos jovens entre 18 e 34 anos se dizem interessados no assunto. Associadamente, um grande número de manifestações marcam o ano de 2019, com a grande maioria sendo organizada por universitários e alunos de ensino médio, sendo a principal delas, a dia 15 de maio, contra os cortes da educação em nível superior.

Ademais, é notável que diversos problemas no Brasil estão ligados a consequências do modelo de administração pública existente no país. O mérito da juventude é que ela não se prende a tradições, muito pelo contrário, grande parte quer inovar o máximo possível, sendo capaz de pensar “fora da caixa” e resolver problemas usando, ainda, toda a tecnologia e os avanços da atualidade. Nas eleições de 2018, jovens de todo o país se uniram em um projeto para criar a plataforma #MeRepresenta, coletando dados de candidatos políticos e ajudando a população a escolher de forma mais consciente em quem iriam votar.

Por conseguinte, torna-se essencial que os partidos políticos incluam lideranças jovens, por meio de debates e eventos, para que possam ser ouvidas e tenham seus interesses incluídos. O governo deve criar parcerias com ONGs para o desenvolvimento de projetos que envolvam mais os jovens em defesa de suas causas, além de haver a fomentação de campanhas midiáticas que direcionem os novos eleitores ao exercício do maior ato político a que eles tem direito, o voto. Dessa forma, a partir de uma renovação do cenário político, costumes enraizados na história do Brasil, como a corrupção, deixarão de ser costume e algo naturalizado para ser o que realmente são: condenáveis.