A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/08/2019
Em 1889, mesmo com a Proclamação da República, o voto ainda não era um direito de todos. Menores de 21 anos, mulheres, mendigos, indígenas e integrantes do clero, por exemplo, não podiam votar. No entanto, essa restrição ficou no passado e, hoje, o voto é obrigatório para os eleitores que tenham entre 18 e 70 anos. Porém, mesmo com esse grande avanço, o Brasil contemporâneo enfrenta problemas com a participação política das pessoas, principalmente dos jovens. Diante disso, é necessário que a sociedade civil reveja esse quadro, analisando as causas e as consequências do desinteresse da população na política, a fim de obter caminhos para combatê-lo.
A princípio, convém observar que o voto representa uma conquista política decorrente de sucessivas lutas populares ao longo dos séculos, em todo mundo. Todavia, esse sentimento de poder está sendo, cada vez, mais esquecido com o passar do tempo. Por exemplo, segundo o jornal ‘‘O Estadão’’, os jovens que representam quase 40% do eleitorado brasileiro, infelizmente, não se interessam em lutar por mais educação, política, saúde e segurança, como os nossos antepassados faziam. Hoje, a forma de manifesto geralmente é através das redes sociais, o que resulta em um manifesto com pouco sucesso. Assim, é preciso que a sociedade procure alternativas mais eficientes de luta, para que sejam ouvidos pelos representantes do país e tenham seus direitos reparados.
Outro fator relacionado ao problema é, claramente, alguns políticos brasileiros que são elegidos por jovens que possuem baixo senso crítico e desconhecem seus deveres como cidadãos na política. Com isso, são votados governantes que não se preocupam com a cidadania e com o assistencialismo da população, apenas com interesses individuais. Desse modo, é possível relacionar essa realidade ao pensamento do poeta chileno Pablo Neruda, o qual defendia em sua tese que o ser humano é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências, o que é lúcido, pois a maioria desses jovens que participa apenas da política nas épocas de eleição, não se movimentam para fiscalizar, denunciar e cobrar seus direitos, sofrem com a falta de alimento, moradia, educação e saúde de qualidade. Isso ocorre devido à falta de interesse de exercer seu papel de cidadão.
Portanto, é imprescindível que a sociedade civil que participa ativamente da política, faça trabalhos nas escolas, universidades e nas mídias digitais, radiofônicas, impressas e televisivas, organizada em ONG’s, para incentivar e mostrar à população, principalmente aos jovens, a necessidade de uma nação politizada, entendedora do cenário político, de seus problemas e disposta a se manifestar não só nas redes sociais, mas também nas ruas. Com isso, unidos, terão um poder popular forte e vigoroso para lutar pelos seus direitos e garantir um futuro com qualidade de vida através da política.