A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/08/2019
O confronto entre revolucionários de 1932 e os militares varguistas vitimou os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (M.M.D.C), que participavam ativamente da vida política do Estado e eram desassistidos pelos governadores. Mesmo décadas após o fato, essa realidade ainda persiste no Brasil, em decorrência da falta de diálogo entre as partes que induzem à omissão dos jovens na vida política brasileira.
Convém ressaltar, a princípio, que a ausência de comunicação entre representantes da administração pública e dos adolescentes é determinante para que não haja acordos, umas vez que toda proposta de melhoria passa pelo processo verbal até ser instituída. Para o filósofo inglês, Thomas Hobbes, cada indivíduo sempre encara outro como um adversário que precisa ser reprimido. Assim, os jovens estão submissos à União, que age para que eles não se revelem contrários às políticas impostas, como ocorrido na Era Vargas.
Em consequência disso, a fração juvenil da sociedade adota uma postura omissa frente à esfera política a que está submetida, causada pela sensação de impotência diante dos problemas sociais e detentores do poder governamental. Essas pessoas representam 45 milhões, dos 144 milhões de cidadãos que exercem o sufrágio universal. Desse modo, configuram, em grande parte, apenas um cenário numérico, posto que não fazem com que suas vozes sejam ouvidas de maneira eficaz, abstendo-se do debate e usam a internet como meio pouco eficaz de protestos e argumentações.
Diante dos fatos, se faz necessário que o MEC, em parceria com os governos estaduais promovam nas escolas públicas, com o auxílio de verbas, campanhas de consciência cidadã, expondo os direitos e deveres que são constitucionalmente assegurados aos jovens e adolescentes, a fim de que tenham uma participação mais ativa no cenário político. Dessa forma, será possível que o Estado faça seu papel de apenas estabelecer ordem e segurança, “ao qual devemos nossa paz e defesa”, como disse Hobbes em “Leviatã”.