A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/08/2019

Jovens: o futuro de qualquer país

A participação do jovem na política brasileira não é novidade. Desde o Regime Militar, tem-se observado a atuação dessa faixa etária nas principais manifestações políticas do povo brasileiro, como a Passeata dos Cem Mil, organizada pelo movimento estudantil, contra a ditadura, o movimento Diretas Já que reivindicava eleições presidenciais diretas e o movimento Caras-pintadas, que teve como objetivo principal o impeachment do presidente da República da época, que sofria denúncias de corrupções. Atualmente, a participação juvenil na política continua em processo de expansão; Contudo, existem barreiras que tornam essa atuação dificultada e questionada.

Primordialmente, para entender quais dificuldades são essas, é preciso observar o preconceito existente contra a presença de jovens nas discussões políticas no Brasil. Quando       ocorre alguma manifestação organizada por pessoas mais jovens, é comum notar a existência de comentários de pessoas mais velhas e até mesmo de mídias jornalísticas menosprezando tais movimentos, tratando-os como “rebeldia de jovem”. Além disso, quando algum jovem tenta ingressar na carreira política, muita das vezes é cercado de desconfiança causada pela falta de experiência. Entretanto, tal discriminação é vista como contraditória, pois quando a participação juvenil num ato político sucede-se no exterior, é tida como positiva, como foi o caso da manifestação de um jovem tunisiano que ateou fogo ao próprio corpo em forma de protesto, o que causou o início da Primavera Árabe.

Acrescenta-se, ainda, que existem entraves que atrapalham a participação do jovem na política presentes entre a própria comunidade de pessoas mais novas e entre eles, o principal é a dificuldade de diálogo entre pessoas que compartilham visões políticas diferentes. Desse modo, é possível perceber que a “rotulação” é muito presente nos debates políticos atuais. Pessoas que são a favor de determinado espectro político criam apelidos e estereótipos para quem pensa o contrário de si e acabam dificultando um debate saudável para troca de ideias. Sendo assim, com tantas divergências e provocações, o cenário político brasileiro torna-se uma verdadeira guerra ideológica.

Desta forma, portanto, sabe-se que a participação do jovem na política brasileira tem aumentado com o decorrer dos anos no entanto ainda enfrenta problemas para ser mais efetiva ainda. Assim sendo, é necessário que os jovens façam movimentos em redes sociais repudiando toda forma de preconceito que eles sofrem ao se manifestarem politicamente. Ademais, é preciso que a população jovem perceba que é essencial haver um respeito na hora do debate político e evitar a criação de estereótipos. Vale lembrar que os jovens são o futuro de uma nação e são imprescindíveis na política.