A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/08/2019
Após as manifestações civis por eleições presidenciais diretas entre 1983 e 1984, as Diretas Já, o povo percebeu que possui voz ativa na sociedade, principalmente os mais jovens, dos quais foram a maioria nas manifestações das Diretas Já. Contudo a participação política dos jovens das gerações seguintes diminuiu, a vontade de reivindicar seus direitos parece ter desaparecido, e isso está diretamente ligado à interação dos jovens com redes sociais e tecnologia.
Graças a criação das redes sociais, é possível ter contato e influência sobre uma área infinitamente maior do que sua rua, bairro ou cidade, o que parece bom, afinal os jovens podem expor suas insatisfações com a política vigente em seu país e suas críticas podem alcançar diversas pessoas e lugares, porém com as redes sociais os jovens acomodaram-se e distraíram-se, basicamente como um Pão e Circo, onde todos fingem que está tudo bem, o que definitivamente está errado. As Manifestações dos 20 centavos foram um grande exemplo do que as redes sociais podem fazer, organizar pessoas com um propósito em comum, reivindicação de direitos.
Mesmo com a maioria do jovens se acomodando em relação aos problemas em nosso país e usando as redes sociais como meio de distração, a interação dos jovens com a tecnologia possui um lado positivo, o acesso à informação permite que os jovens tenham um conhecimento sobre o governo infinitamente maior que os jovens do passado, e assim tornam-se menos alienados e desenvolvem maior senso crítico. Como disse o filósofo George Santayana: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. Por exemplo, durante a Ditadura Militar a imprensa era censurada, logo, casos de corrupção daquela época não eram noticiados ao povo, caso o povo soubesse desses casos de corrupção, talvez a história teria sido diferente.
Portanto conclui-se que as redes sociais acomodaram os jovens em relação a luta por seus direitos e quanto mais acesso à informação o jovem possui, maior é o seu criticismo e menor sua alienação. A mídia tem o dever de promover a participação do jovem na política, como propagandas na televisão para influenciar a criação do título de eleitor para maiores de 16 anos e noticiar casos de corrupção dos governantes para o povo, além de noticiarem na internet também, principalmente nas redes sociais, para que os jovens não se distraiam dos absurdos que ocorrem em seu país e para refinar seu criticismo quanto a seus governantes, dessa maneira a participação política do jovem no Brasil vai ser mais ativa.