A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/08/2019

Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher o seu modo de agir. Diante disso, percebe-se que a liberdade do jovem na participação política contemporânea brasileira não está sendo ativa e isso se deve, em razão, de fatores como descompromisso escolar e falta de mobilização social.

Em primeiro plano, o descompromisso educacional corrobora à permanência do empecilho. Nesse sentido, de acordo com Émile Durkheim, a escola é uma das instâncias socializadoras que, por isso, não deve se limitar apenas a repassar o conteúdo. Porém, percebe-se que a realidade brasileira vai de encontro ao sociólogo, pois não se verifica nessa instituição formadora de opinião estímulos sobre a importância de entender e atuar na política para que se alcance os direitos civis. Dessa forma, isso contribui para a suscetibilidade da sociedade aos governantes.

Outrossim, vale destacar, ainda, a conduta social como uma das causas do problema em questão. Nesse viés, em conformidade com a Teoria do Habitus, desenvolvida pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu, a sociedade incorpora, naturaliza e reproduz padrões ou comportamentos ao longo do tempo, haja vista o pensamento cultural de que participar da política é papel de adulto. Com isso, ocorrem situações preocupantes como a exclusão do jovem desse âmbito, por serem considerados, lamentavelmente, rebeldes e inúteis para o progresso do país. Assim, é necessário uma mudança no comportamento social para reduzir esse impasse.

É evidente, portanto, que a participação do jovem na política brasileira deve tornar-se efetiva. Em decorrência disso, o governo, instituição de grande abrangência, deve fiscalizar mais o dinheiro público, a fim de investi-lo em programas assistenciais que orientem esse grupo social a agir politicamente. Já a escola, por intermédio de palestras interativas, deve intensificar debates e projetos sociais capazes de promover uma cultura de cidadãos com hábitos racionais que minimizem a problemática. A partir de atitudes como essas, a responsabilidade política do jovem poderá ser conquistada.