A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/08/2019

De acordo com Hannah Arendt: ‘‘O poder nunca é propriedade de um indivíduo, pertence a um grupo e existe somente enquanto o grupo se conserva unido’’, partindo dessa premissa, o que se pode notar nos dias atuais é que a maioria da população brasileira se encontra de alguma maneira de lados opostos quando o assim é política, ou na direita conservadora ou na esquerda populista. Assim, essa polarização não é somente nociva à democracia como um todo, mas ao futuro dos jovens que não sabem qual lado deve escolher e no que tange ao surgimento de novos lideres políticos, podendo cada vez mais surgir lideranças com ideias radicais, que não preserve a união do Estado democrático de direito e atenda somente à interesses de uma minoria.

Ademais, é importante salienta que com a confecção da Constituição Federal de 1988, surgiu o instrumento jurídico híbrido chamado impeachment, estabelecendo regras ao líder do poder executivo (Presidente da República), e colocando limites ao seu poder de governar e editar medidas provisórias e atentando para sua responsabilidade fiscal. Visto isso, em 1990 esse fora utilizado para a cassação do primeiro presidente eleito democraticamente no Brasil, Fernando Collor. Por conseguinte, esse fato não marcou somente a história do Brasil moderno, mas colocou fim ao pensamento de impunidade por parte de eleitos políticos de todos os poderes e do judiciário, devolvendo assim o poder e a soberania do país ao povo.

Outrossim, nas eleições de 2018, houve um aumento significativo da participação do jovem, devido o aumento do uso de redes sociais e interação direta entre todos, com ferramentas de comunicação bastante eficazes como Twitter, Facebook e WhatsApp. Em virtude disso, vozes jovens antes silenciadas foram eleitas como: Tabata Amaral e Kim Kataguri (como Deputados Federais), consequentemente, de acordo com dados do jornal Folha de São Paulo, nessa eleição houve a maior renovação do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal). De tal forma que a mensagem passagem passada pelos eleitores é de que estão cansados da velha política de privilégios enraizada em todos os setores da iniciativa pública e também privada.

Logo, diante desse cenário que ameaça a representatividade do jovem na política, Organizações não Governamentais ou entidade de classe como Ordem dos Advogados do Brasil deve ser apresentar projeto de lei para implementar cotas para elegibilidade de jovens entre 18 à 25 anos, por meio de consulta pública e apresentado diretamente na Câmara dos deputados como lei Ordinária, para que haja mais democracia no país e ao longo dos anos maior renovação política, o que trará um cidadania pragmática e realmente legítima e plural para minorias sociais ameaçadas pelo autoritarismo.