A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 03/09/2019

Durante as décadas de 1960 e 1970, o movimento estudantil universitário mobilizou-se contra a ditadura militar e a favor da democracia, o que resultou, posteriormente, na República Nova. Dessa maneira, evidencia-se que a atuação do jovem na política é fulcral, mas, na contemporaneidade, nota-se que essa faixa etária não demonstra mais tanto interesse no assunto quanto antigamente devido ao desconhecimento, o que faz o indivíduo ser manipulável.

A priori, como dito por Renato Russo na canção “Que País é Esse”, as pessoas não respeitam a constituição embora acreditem no futuro da nação. Nesse viés, o jovem, mesmo descrente na política, ainda tem esperança doravante. No entanto, por falta de conhecimento, muitos não entendem que somente exercendo sua cidadania conseguirão garantir um mundo melhor, além de manter os direitos civis, sociais e políticos já conquistados. Dessa forma, é indispensável uma educação de qualidade com enfoque no desenvolver de um pensamento crítico mais holístico sobre a sociedade vigente.

Por conseguinte, a juventude brasileira permanece na menoridade — conceito do filósofo Kant a respeito da dependência intelectual que alguns possuem. Assim, essa parcela da sociedade se torna mais propícia a ser manipulada por pessoas como o youtuber de extrema-direita Nando Moura, o qual influenciou jovens do Brasil todo com seus discursos durante as eleições de 2018; tal cenário exemplifica a ideia de Dominação Carismática do sociólogo Max Weber. Desse modo, a situação política no país é alarmante e necessita da participação de jovens conscientes para que não se tenha de lutar pela democracia novamente como na ditadura militar.

Depreende-se, das informações supracitadas, que a juventude precisa ser mais bem educada e engajada na política. Para isso, o Ministério da Educação, mediante uma mudança na grade curricular, deve implementar o estudo das ciências políticas, além de promover debates mediados por professores para que os alunos desenvolvam uma melhor argumentação, pensamento crítico e acabem com o estigma envolto na política. Logo, a democracia conquistada com os esforços do movimento estudantil permanecerá, e tornar-se-á mais pujante.