A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/08/2019
A física clássica nos ensina que a razão entre tempo, distância e espaço é interdependente, portanto, percorrer um longo caminho com uma baixa velocidade demandará um tempo maior. Sob essa perspectiva, é óbvio que despercebida do quanto poderia progredir, os jovens caminham a passos lentos quando o assunto é participação política. Por isso, a colaboração dos mais novos cidadãos da nação verde e amarela é um desafio por conta da cultura de acomodação da sociedade e do desconhecimento do poder do jovem no Brasil contemporâneo.
Em primeira análise, os filhos da pátria mãe são culturalmente passivos em relação a administração superior do território. Isso é oriundo desde a colonização brasileira, a qual os portugueses impuseram ordens e puniam aqueles que não obedeciam. Dessa forma, faz-se mister observar que atualmente não é diferente, poucas pessoas -sobretudo jovens- se informam a fundo sobre política e participam ativamente desta. Sendo a cultura o ‘’código genético’’ de um povo, tal questão não será facilmente resolvida, afinal, segundo Émilie Durkheim, a tendência do individuo é reproduzir o comportamento coletivo. Sendo assim a inércia, principalmente juvenil, é o ‘’calcanhar de Aquiles’’ para o progresso político.
Ademais, parafraseando Gandhi, o futuro depende daquilo que fazemos no presente. Relacionando a máxima do ativista com a conjuntura atual de passividade, percebe-se que o jovem não tem conhecimento do seu poder de ação dentro de questões políticas, manifestando, questionando e opinando muito pouco. Dentro desse contexto é válido ressaltar que nos últimos cresceu a interação dos jovens na política, principalmente com o auxílio das redes sociais e obtiveram resultados positivos para a democracia do país. Dessa forma, é condição ‘’sine qua non’’ que todos enxerguem que o jovem deve sim participar politicamente para o avanço da nação.
Destarte, velocidade, celeridade, rapidez é o que se espera da sociedade para o desenvolvimento do país e os jovens da pátria amada são os que poderão ser os autores dessa agilidade. É fundamental, portanto, que o Ministério da Educação crie um projeto que vise mudar essa face estagnada politicamente da cultura brasileira e informe o poder de ação dos mais novos. Esse projeto consistirá na implementação de palestras nas escolas, universidades e congressos, sendo essas ministradas por sociólogos e ativistas que informem a importância da participação do jovem na política. Assim o Brasil caminhará com mais velocidade ao caminho do pleno progresso.