A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/08/2019
Quando abordada a participação política dos jovens na história do Brasil, não faltam exemplos para conjecturar o potencial desse grupo. Mesmo com as várias alterações na realidade e no contexto social, a luta da juventude acompanha essas modificações e os imbróglios subsequentes. Tal realidade ocorre pois, ao portarem grande capacidade de adequação, os jovens são o combustível das transformações sociais no país.
Em 1920, ocorreram as denominadas Revoltas Tenentistas, lideradas pelo jovem Luís Carlos Prestes, com vinte e dois anos à época; passados já cem anos, pode-se afirmar que os jovens mantêm seu protagonismo no que tange aos movimentos sociais. Entretanto, os métodos de divulgação, bem como de agrupamento, sofreram mudanças de acordo com a contemporaneidade. Assim, os panfletos deram lugar às redes sociais, as quais, consequentemente, democratizaram o acesso a discussões acerca da realidade brasileira e os recursos disponíveis para alterá-la. Nesse sentido, a juventude brasileira permanece em constante engajamento, ciente do imensurável papel que ocupa na sociedade, como força propulsora de mudanças.
Ao salientar a relevância do jovem no fazer político contemporâneo, surgem questionamentos, entre eles a causa desse fenômeno e como ele continua em incessante evolução. Ainda que os diversos problemas sociais e ambientais que o país enfrenta aumentem exponencialmente, a mobilização da juventude consegue acompanhar as dificuldades. Pode-se citar como fator propulsor dessa realidade o aumento do número de estudantes no ensino superior que, segundo o Ministério da Educação, aumentou cerca de 110% na última década – indicando cerca de seis milhões de jovens matriculados. Comumente, o ambiente universitário instiga o debate político e, principalmente, busca leva-lo do espaço virtual para as ruas. No entanto, o empenho em modificar a própria realidade não deve surgir somente em idade universitária, posto que muitos jovens – ainda em idade escolar – se interessam e estão aptos a exercer sua cidadania.
Portanto, diante da incontestável importância da juventude no cotidiano político do Brasil, bem como sua aptidão para provocar alterações, é essencial que esses cidadãos sejam estimulados a exercer sua cidadania de maneira plena. Nesse viés, é importante que as instituições escolares, com o apoio das esferas municipais e estaduais do governo, desenvolvam projetos acerca do funcionamento da democracia representativa em que o país está inserido, buscando democratizar o conhecimento desse sistema e aproximá-lo da realidade desses indivíduos, a fim de fomentar o espírito transformador dos jovens. Dessa maneira, será possível que a juventude valorize e construa o Brasil em que deseja viver.