A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/09/2019
Desde a Grécia Antiga, quando as Poleis desenvolveram uma organização social baseada na discussão entre os cidadãos sobre as leis, o mundo vem difundindo a participação popular nas decisões políticas. No entanto, como se percebe no Brasil, há uma corrente contrária, um afastamento da camada mais jovem das questões de sua comunidade. Tal fato ocorre por fatores como a desesperança na mudança do cenário caótico atual e o pouco interesse nas discussões pertinentes ao seu grupo. A priori, cabe destacar a teoria de Max Weber em que se determina nos meios políticos uma relação de poder de dominação legal seguindo e respeitando formas previamente determinadas. Porém, a prática constante de execuções em desfavor do povo, muitas vezes com finalidade de almejar interesses particulares, vai de encontro ao que prega o sociólogo e, com isso, promove o desestímulo e a falta de confiança por parte dos jovens. Diante disso, há o prolongamento de mandatos ineficientes devido à passividade dos eleitores que não se dedicam a uma postura incisiva na vida política.
Outrossim é o advento das redes sociais que tornaram as relações pessoais menos frequentes e pouco duradouras como previsto por Zygmunt Bauman. Tal tecnologia de comunicação tem propiciado a migração do engajamento ativista para o mundo virtual e muitas vezes não é vista com a mesma intensidade na participação social do meio físico. A exemplo desse comportamento pouco eloquente, foram as eleições presidenciais de 2018, marcadas por embates nas redes sociais e com poucas propostas, discursos e debates concretos com a sociedade e seus anseios.
Urge portanto, a promoção de algumas medidas providenciais para alavancar a participação do jovem na política nacional. Destarte, cabe aos pais a provocação prematura quanto ao tema com o intuito de formar opinião e encorajar os jovens cidadãos a se mobilizarem e participarem de decisões desde cedo. A concretização desse processo pode se dar com a inserção dos adolescentes em comissões estudantis, diretório acadêmico e associações comunitárias para fixar a consciência de que a sua opinião e a sua participação possui relevância nos meios sociais. Dessa forma, espera-se inserir e agregar cada vez mais os jovens eleitores e eletivos nos temas pertinentes ao bem comum.