A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 06/09/2019

De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as redes sociais são muito úteis, oferecem serviços maravilhosos, mas são uma armadilha. Sob essa ótica percebe-se que no Brasil contemporâneo a participação dos jovens na política se apresenta de forma apática, evidenciando as problemáticas da alienação da juventude e o desinteresse político.

Em primeiro lugar, é preciso ser levado em consideração o fato de que as famílias não fomentam o debate sobre assuntos políticos, dessa forma, contribuindo negativamente para que os jovens vejam o tema como algo fora de sua realidade, somando-se a isso, a prevalência rasa de conhecimentos sobre política e o advento das “fake news”, usadas para manipular os eleitores, resultam em um maior desconhecimento do cenário político por essa parcela da população.

Em consequência disso, nota-se a rápida propagação de informações de fontes duvidosas pelos meios eletrônicos, onde a necessidade do consumo rápido prevalece sobre o real aprofundamento e entendimentos dos assuntos políticos. Um exemplo claro sobre isso pode ser percebido nos videos do canal no youtube “Mamãe Falei”, famosos por entrevistar pessoas em manifestações populares, onde o entrevistador as perguntava sobre questões básicas sobre política e a grande maioria não sabia responder, em muitas situações nem sabiam o motivo da manifestação que estavam participando.

Portanto, diante do exposto, fica claro que se faz necessário o incentivo pelo núcleo familiar à busca de conhecimento e principalmente do debate político para que a nova geração possa entender a forma como a sociedade é organizada e administrada, assim sendo mais preparada e utilizando de forma adequada os recursos tecnológicos disponíveis para escolher bons representantes, acompanhar seus trabalhos, cobrar por resultados e fazer valer os direitos do povo.